COMO A LINGUAGEM CORPORAL E AS POSTURAS MOLDAM QUEM NÓS SOMOS - VÍDEO

Video: Como a Linguagem Corporal e as Posturas Moldam Quem Nós Somos

A linguagem corporal afeta a maneira como os outros nos vêem, mas também pode mudar a maneira como nos vemos. A psicóloga social Amy Cuddy nos mostra como “fazer poses de poder” — ficar numa postura confiante, mesmo quando não nos sentimos confiantes — pode afetar os níveis de testosterona e cortisol no cérebro, e pode até ter um impacto nas nossas chances de sucesso.
Interessante também lembrar que uma pesquisa recente mostrou que nosso humor pode afetar o nosso modo de andar e vice-versa. Ou seja, quando as pessoas imitam uma maneira de andar feliz ou triste isso tem um impacto direto em seu humor.

Para melhorar o humor, mude seu estilo de andar

Nosso humor pode afetar nosso modo de andar - os ombros caídos quando estamos tristes, ou oscilando vigorosamente quando estamos felizes.
Agora ficou demonstrado que o contrário também é verdadeiro.
Ou seja, fazer as pessoas imitarem uma maneira de andar feliz ou triste de fato afeta o seu humor.
Estilo de andar e humor
Os voluntários que foram postos para andar em um estilo mais deprimido, com menos movimento dos braços e os ombros inclinados para a frente, experimentaram humores piores do que aqueles que foram induzidos a caminhar em um estilo mais feliz.
Para tirar a prova, os pesquisadores mostraram aos voluntários uma lista de palavras positivas ou negativas, como "bonito", "medo" e "ansioso" e, em seguida, pediram-lhes para andar em uma esteira enquanto mediam a sua marcha e sua postura.
Uma tela mostrava um indicador que se movia para a esquerda ou para a direita, dependendo se o estilo de andar de cada voluntário era mais deprimido ou feliz. Acontece que os voluntários não sabiam o que o indicador estava medindo.
Os pesquisadores então pediram que alguns tentassem mover o indicador para a esquerda, enquanto outros deviam tentar movê-lo para a direita.
"Eles aprenderam muito rapidamente a andar da maneira que queríamos que eles andassem," contam Nikolaus Troje (Universidade de Queen), que fez o estudo com o auxílio de pesquisadores do Instituto Canadense de Pesquisas Avançadas.
Ferramenta terapêutica
Finalmente, os voluntários tinham que escrever tantas palavras quantas pudessem se lembrar da lista anterior de palavras positivas e negativas.
Aqueles que tinham andado em um estilo deprimido lembraram muito mais palavras negativas. A diferença na lembrança sugere que o estilo de andar deprimido realmente cria um humor mais deprimido.
"Se você puder quebrar esse ciclo vicioso, você pode ter uma ferramenta terapêutica forte para trabalhar com pacientes depressivos," concluem os pesquisadores.