CÃES TREINADOS DETECTAM DOENÇAS


Foto: Carla Gasparetto /divulgação

Os filhotes que o instituto receberão, 
fruto de doações de canis parceiros

Entidade do Reino Unido capacita cachorros para que detectem doenças como o câncer e o diabetes apenas com o uso do faro

Cães treinados detectam doenças


As capacidades deste animal na detecção e monotorização de doenças como o cancro, diabetes e Alzheimer


Nos últimos anos, vários estudos têm vindo a comprovar que os cães conseguem detectar, e monitorizar várias doenças humanas através do odor. Desde o estudo publicado no British Medical Journal, em 2004, que mostrou que era possível para cães treinados detectar a existência de cancro na bexiga através do odor da urina, têm vindo a ser realizados diversos testes com várias raças de cães na prevenção e diagnóstico de cancro e de outras doenças comuns como a diabetes ou Alzheimer.
Com base nestes estudos foi criada, no Reino Unido, a Cancer and Bio-detection Dogs, uma organização que treina cães para a detecção de doenças, especialmente para a monitorização da diabetes tipo I. De acordo com esta organização, a alteração do odor, exalado pelo corpo do doente quando a sua taxa de açúcar sobe ou desce, é sentida pelos cães antes que outros sinais, como a palidez, sejam perceptíveis por humanos. Ao detectar essa alteração de odor, a cadela começa a lamber os braços e as pernas do doente, alertando-o para a necessidade de ajustar a medicação.
A responsabilidade editorial desta informação é da revista
Fonte:http://saude.sapo.pt/saude-medicina/medicacao-doencas/artigos-gerais/caes-treinados-detectam-doencas.html

Uma causa nobre invadiu o Reino Unido Venha para Medical Detection Dogs conhecer a história desse grupo pra lá de diferente. Ao sul do país, 200 voluntários administram e colaboram para a chamada “caridade”, cuja função é treinar cães e oferecê-los, sem custo algum, a pessoas com alto risco de morte.

Olfato apurado para detectar doenças a partir da urina e do hálito 


O treino também capacita os animais a detectarem qualquer tipo de câncer por intermédio do cheiro da urina. “Os cães-médicos são treinados para ajudar pessoas que vivem em condições médicas complexas. Por exemplo, se a pessoa protegida está tendo uma convulsão, dor intensa, perda de consciência, queda de pressão arterial, entre outros, os cães são capazes de alertar, procurar ajuda e até apertar um botão de emergência”, conta Claire Guest, responsável pelo instituto, em entrevista . Os peludos são ensinados também a reconhecer, mediante o hálito, os níveis de açúcar no sangue de um diabético. Quando tais níveis estão fora da faixa normal, os animais pedem ajuda por meio de latidos, pulos e lambidas, além de levarem  a seus donos kits com suprimentos, glicose e testes de sangue antes mesmo que eles sofram os primeiros sintomas da doença. Muitas pessoas que procuram o instituto têm a doença de Addison, também conhecida como insuficiência adrenal crônica ou hipocortisolismo. Trata-se de uma doença endocrinol ógica na qual há uma disfunção nas glândulas adrenais, localizadas acima dos rins. Os sintomas costumam ser tontura, fraqueza muscular, náuseas e vômitos, confusão mental, febre, adormecimento nas extremidadese até paralisia. “Em todas essas situações, os cães-médicos estarão em estado permanente de alerta até que a pessoa protegida seja socorrida pelos médicos”, diz Claire.

Entre a seleção e o treinamento dos animais a espera é grande 


O instituto existe desde 2008, mas já em 2004 surgiram os primeiros estudos que forneceram provas de que os cães podiam identificar um odor único que foi associado ao câncer. Desde então, o treinamento intenso resultou em três cães dedicados somente à detecção dessa doença a partir de amostras de urina. A intenção é que eles possam identificá-lo também pelo hálito, pois o grupo parte do princípio de que há diferença entre o cheiro de uma pessoa saudável e de uma com câncer. “Nosso principal objetivo é desenvolver um método de diagnóstico de câncer que seja simples e não invasivo, além de dar mais independência ao doente. Não é mais necessário que ele fique sob cuidados médicos em um hospital. O paciente pode ir para sua própria casa e será amparado por nossos cães”, afirma Claire, que ainda diz que os treinos acontecem na própria entidade, para que os animais se sintam mais à vontade e não tenham distrações. Infelizmente, nem todos os que precisariam dessa ajuda podem contar com os cães treinados da Medical Detection Dogs. Isso porque há uma lista de espera de quatro anos para conseguir um cão inteligente. Os treinos, intensos e diários, são baseados no princípio de recompensa, e o instituto conta inteiramente com doações de outras organizações parceiras. “Temos o apoio de criadores renomados e de centros de salvamento. São eles que nos cedem os cães ainda filhotes para serem criados no instituto”, explica Claire. A procura pelo cachorro ideal também é uma luta para eles. Claire conta que a exigência é queo animal de estimação tenha um excelente faro. “Como nossa caridade foi formada em 2008, nossos cães ainda não chegaram ao fim de sua vida útil no trabalho, mas acreditamos serem capazes de trabalhar até os 10 anos de idade, embora isso seja bastante relativo. Estamos atentos a eles a todo instante e optaremos pela pausa no trabalho diante de qualquer sinal de cansaço devido à idade avançada do pet”, garante. O grupo estuda a possibilidade de treinar outros animais, como os felinos, por exemplo, e continua investigando condições debilitantes que ameaçam a vida humana e que seuscachorros-médicos tenham o potencial de detectar, como crises convulsivas, dores agudas que levam a colapso ou internação, graves reações alérgicas, distúrbios do sono, paralisia, entre outras doenças.






Treinamento possibilita que cães detectem doenças em humanos


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Se cachorro já tem o instinto de salvar os outros ao seu redor, imagine o potencial de um cão treinado especificamente para isso.
É o trabalho que o Medical Detection Dogs realiza. A entidade britânica capacita cachorros para que detectem doenças como o câncer e o diabetes apenas com o uso do faro a partir da urina e do hálito do paciente.
“Os cães-médicos são treinados para ajudar pessoas que vivem em condições médicas complexas. Por exemplo, se a pessoa protegida está tendo uma convulsão, dor intensa, perda de consciência, queda de pressão arterial, entre outros, os cães são capazes de alertar, procurar ajuda e até apertar um botão de emergência”, conta Claire Guest, responsável pelo instituto, em entrevista exclusiva à revista Meu Pet.
Os animais pedem ajuda por meio de latidos, pulos e lambidas, além de levarem a seus donos kits com suprimentos, glicose e testes de sangue antes mesmo que eles sofram os primeiros sintomas da doença.
Em 2004 surgiram os primeiros estudos que forneceram provas de que os cães podiam identificar um odor único que foi associado ao câncer. Desde então, o treinamento intenso resultou em três cães dedicados somente à detecção dessa doença a partir de amostras de urina.
Os treinos, intensos e diários, são baseados no princípio de recompensa, e o instituto conta inteiramente com doações de outras organizações parceiras. Todos os cães da entidade vêm de centros de salvamento ainda quando filhotes.
Fonte: Meu Pet

Cães de trabalho - faro canino detecta doenças e alterações no corpo humano

A querida amiga Virgínia me enviou essa reportagem da Folha que trata de um tema fascinante: como as habilidades dos cães podem até salvar vidas humanas.

Para estes casos, os cães são treinados para avisar quando o odor exalado pelas pessoas se altera em razão de enfermidades, como a diabetes tipo 1, da qual a menina citada na matéria é portadora.

Abaixo, a íntegra da reportagem:

30/06/2010-08h04

Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera

DA BBC BRASIL

Um cão labrador treinado para detectar a queda do nível de açúcar no sangue de seres humanos vem ajudando uma menina britânica de seis anos a evitar entrar em coma por causa de diabetes.

A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.


"Ela salva a minha vida", diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. "Ela é minha melhor amiga."

Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.


O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.

Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Desta forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.

Alerta precioso

"Shirley percebe (a queda no nível de açúcar) bem rapidamente e começa a lamber as mãos e pernas de Rebecca até ela tomar uma Coca-cola ou ingerir açúcar, que elevam seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e dá o alerta", explica a mãe de Rebecca, Claire.

A mãe lembra de um episódio em que ninguém percebeu que a taxa de açúcar de Rebecca estava caindo até Shirley dar o precioso alerta.

"Nós não tínhamos ideia de que ela estava com a taxa de açúcar baixa. Ela estava dançando em um clube com seu irmão-gêmeo, Joseph, e quando os dois voltaram à mesa para tomar algo, Shirley começou a lamber as mãos de Rebecca. O kit de primeiros-socorros estava embaixo da mesa e Shirley foi até lá e pegou um exame de nível de açúcar", conta Claire.

"Ela deu o exame a Rebecca e começamos a desconfiar que tinha algo de errado. Fizemos o teste, e o nível estava bem baixo. Se eu não tivesse Shirley, Rebecca teria entrado em colapso. E quando isso ocorre, ela entra em um sono tão profundo que se tentamos colocar açúcar em sua boca, ela engasga."

A presença de Shirley na casa também tornou a vida de toda família mais fácil.  "Ela tinha um colapso a cada dois dias. Às vezes eu a socorria apenas pouco antes de ela entrar em um colapso muito sério, outras vezes eu tinha de chamar a ambulância", conta Claire.

"Mas agora temos Shirley e ela detecta a queda no nível de açúcar antes de Rebecca perceber o problema."


Claire conta que também consegue ter noites de sono mais tranquilas, sem medo de a filha ter algum problema durante a noite, como ocorria antes de Shirley dormir ao lado da cama de Rebecca.

A entidade beneficente que deu Shirley à família treina cachorros para detectar todo tipo de doença, incluindo câncer.

"O que nós descobrimos nos últimos cinco anos é que cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor. Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração no odor do corpo. Para nós é uma mudança mínima, mas para o cachorro é fácil de notar", diz ClaireGuest, da organização Cancer & Bio-detection.

Fonte:http://caoamor.blogspot.com.br/2010/06/caes-de-trabalho-faro-canino-detecta.html

CÃES FAREJADORES DE CÂNCER E DIABETES

ANIMAIS Se este melhor amigo do homem aproximar de você, certamente terá motivos para se preocupar. Conheça o potencial de Daisy, o cão que consegue farejar se você tem câncer. Um forte abraço. 


  Se este cão se aproximar de você, certamente terá motivos para se preocupar. Conheça o potencial de Daisy, o cão que consegue farejar se você tem câncer.
  Daisy (foto acima) é uma labradora dócil e amiga. Anda pelo centro de treinamento com sua jaqueta vermelha com o título “cachorro detector de câncer”. O treinamento da doce cadela de 7 anos é como qualquer outro: avança farejando cheiros e aromas e quando sente algo que deve sinalizar, pára e “informa”, recebendo um biscoitinho em troca.
Tudo estaria na normalidade se não estivéssemos falando de um tumor e não de coisas comuns que cachorros em todo o mundo procuram, como entorpecentes. O olfato dos cachorros pode ser até 100 mil vezes mais aguçado que o dos humanos, e é baseado nesta fantástica habilidade que pesquisadores estão treinando cães que irão revolucionar o modo como diagnosticamos doenças.
Certamente você já viu um cão farejando malas e bagagens no aeroporto, mas o que você pensaria de um cão cheirando seu corpo a procura de uma doença que pode ser fatal? Em janeiro de 2011uma equipe de pesquisadores alemães descobriram que, os cães conseguem detectar câncer de pulmão, apenas treinados com o ar de dentro das salas de pacientes com esta doença. Os cães na pesquisa conseguiram acertar 71% das vezes.
Jornais da Inglaterra noticiaram recentemente um caso bastante curioso. A aposentada Maureen Burns viu sua cachorra repentinamente cheirar sua respiração enquanto estava deitada, cutucando insistentemente seu seio direito, como se quisesse arranhar. Intrigada com o fato nunca antes visto, procurou a equipe médica que havia feito exames um mês antes, sendo diagnosticada com um pequeno câncer de mama em estágio inicial.
Uma pergunta inconveniente fica no ar: não seria muito “maluco” achar que os cães poderiam cheirar você e encontrar um câncer? Talvez soe um pouco estranho, mas existe base científica. Pesquisadores belgas descobriram que o câncer produz substâncias bastante voláteis (que tem capacidade de evaporar) sendo possível treinar os cães com estas substâncias.
Não se preocupe achando que você irá em um hospital no futuro e encontrará um cão com nariz gelado e frio lhe cheirando. Cientistas precisam de mais provas se realmente todo tipo de câncer libera substâncias voláteis, identificar que substâncias são essas, se essas substâncias variam dependendo dos estágios encontrados e se fatores externos provocam mudanças no “odor”. Quando isso acontecer, o plano primordial seria a criação de uma máquina com nariz eletrônico, mais potente que o olfato dos cães e com chance de erro praticamente nulo.
A responsável pelo treinamento da labradora Daisy, afirma que as pessoas se enganam achando que os cientistas pesquisam com cães julgando que eles são melhores que as máquinas. Já existem máquinas no mercado que conseguem “cheirar” objetos e identificar se existe ou não cocaína nas amostras coletadas. O que os pesquisadores querem de fato é reproduzir o que já existe em situações médicas, como a detecção de câncer, evitando métodos tão invasivos e dolorosos como ocorre em algumas biópsias.


O olfato do cachorro pode ser 100 mil vezes mais aguçado que o nosso. Foto: Reprodução/Wired
Os métodos usados, geralmente são bastante invasivos, e enquanto não surge a tão sonhada “máquina de cheirar câncer”, os pesquisadores utilizam os cães como uma base de sustentação de pesquisa, pois é mais agradável você assoprar no nariz de um cachorro ou doar sangue e/ou urina para que ele cheire do que você passar por um método em que terá de ser pinçada uma pequenaparte de algum órgão.
"Os cães conseguem identificar com sucesso quando a taxa de açúcar cai em seu sangue."
A questão do olfato dos cães é algo que chama atenção há décadas. Muitas pessoas relatam que seus cães ficam eufóricos quando seus donos ainda estão na esquina: é como se eles pudessem sentir de longe o cheiro! De fato isso é verdade. Os cães estão sendo pesquisados para uso em diagnósticos não apenas em câncer, mas também em diabetes, podendo reconhecer através do cheiro se existe baixa na quantidade de açúcar no sangue de uma pessoa, podendo avisá-lo quando isso ocorre, evitando que narcolépticos (pessoas com distúrbios graves no sono) ou hipoglicêmicos tenham ataques.
  Apesar de soar como ficção, os pesquisadores afirmam que tudo tem base científica. Até o momento, o que é usado em alguns países com 95% de acerto são os cães que detectam o nível de açúcar no sangue de seus donos. Os cientistas estão trabalhando para tornar isso possível sobre os vários tipos de câncer que podem existir em humanos, permitindo um diagnóstico rápido, eficaz e sem dores.
No centro de treinamento de cães farejadores de câncer, na cidade de Buckinghamshire, Reino Unido, existem 10 cães atualmente sendo treinados. Eles não ficam o tempo todo no centro, todos possuem casas e donos, e passam na instituição apenas 3 vezes por semana.
Até agora os cães são treinados para identificar câncer de bexiga, obtendo sucesso de 85%. O centro pretende agora treinar outros cães, a partir de 9 meses de idade para identificar outros tipos de câncer, começando pelo de próstata.

Fonte:http://nemtudoquesevee.dihitt.com/n/animais/2011/12/10/caes-farejadores-de-cancer-e-diabetes-

Cães conseguem detectar câncer de pulmão com o olfato


Descoberta pode levar ao desenvolvimento de um "nariz eletrônico", que ajudaria no diagnóstico precoce da doença

Câncer de pulmão: pelo olfato, cães conseguiram identificar com 70% de exatidão pacientes com a doença
Câncer de pulmão: pelo olfato, cães conseguiram identificar com 70% de exatidão pacientes com a doença (Thinkstock)
Os cães têm uma grande capacidade para detectar o câncer de pulmão pelo cheiro do hálito da pessoa doente. De acordo com a descoberta austríaca, o olfato apurado dos cachorros pode levar ao desenvolvimento de um "nariz eletrônico". A ferramenta ajudaria no diagnóstico precoce da doença, possivelmente estendendo a sobrevivência dos pacientes.
"Os cachorros não têm qualquer problema para identificar pacientes com tumores cancerígenos", diz Peter Errhalt, chefe do departamento de pneumologia do hospital de Krems (nordeste da Áustria) e um dos autores da descoberta. Os cães do estudo sentiram o cheiro de 120 amostras de hálito de pessoas doentes e saudáveis, e conseguiram identificar em 70% dos casos as que sofriam com câncer de pulmão.
Segundo Errhalt, o resultado se mostrou tão promissor que foi previsto um novo estudo de dois anos de duração, com amostras de 1.200 pessoas. O estudo austríaco coincide com outros testes realizados nos Estados Unidos e na Alemanha.
"O objetivo é determinar quais são exatamente os odores que os cachorros são capazes de detectar", diz Michael Muller, do hospital Otto Wagner de Viena, que colaborou com o estudo. Se esse objetivo for alcançado, os cientistas poderão construir uma espécie de "nariz eletrônico" para diagnosticar o quanto antes o câncer de pulmão e aumentar, assim, as possibilidades de sobrevivência dos pacientes.
(Com agência France-Presse)

Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/caes-conseguem-detectar-cancer-de-pulmao-com-o-olfato

Câes Detectam Câncer dos Pulmões


Câes Detectam Cancro dos Pulmões
Os investigadores utilizaram 220 amostras voluntárias, dos quais 110 pertenciam a pessoas saudáveis, 60 a doentes com cancro pulmonar e 50 com doença pulmonar obstrutiva crónica. Os cães (2 pastores alemães, 1 pastor australiano e 1 labrador, treinados durante 11 semanas) acertaram em 71% dos casos. No entanto, é ainda desconhecido qual o elemento químico que os cães detectam, um conhecimento essencial à elaboração de um programa que utilize a ajuda dos cães para detectar esta doença – que, quando detectada precocemente, oferece muito maior possibilidade ao doente de ter uma recuperação total.
No estudo, os cães não se deixaram confundir por outros odores como comida ou tabaco. Dr. Thorsten Walles, autor do estudo, referiu que “na respiração dos pacientes com cancro pulmonar, existem químicos diferentes de uma respiração normal e o olfacto dos cães permite detectar esta variação numa fase inicial da doença. Os nossos resultados confirmam a presença de uma marca no cancro do pulmão. É um grande passo”.
O objectivo da aplicação destes resultados na medicina não prevê a utilização literal de cães nos Hospitais, mas sim a criação de uma espécie de “nariz electrónico” que tenha a mesma sensibilidade dos cães para detectar essa marca, que é ainda desconhecida. “Infelizmente, os cães não nos conseguem dizer a bioquímica do cheiro do cancro” lamentou Walles.
Esta não é a primeira vez que é sugerido que os cães são capazes de sentir o odor do cancro. Em 1989 foi iniciada a investigação nesse sentido e, desde então, já se verificou que os cães podem detectar cancros na pele, na bexiga, no intestino e no peito. Os cães também são conhecidos pela sua capacidade de detectar sintomas de doenças crónicas, conseguindo até antever crises neste tipo de doentes.
Mais informação:
 Fonte:http://www.mundodosanimais.pt/caes/caes-detectam-cancro-pulmoes/

Cães detectam com precisão o Câncer de Intestino 


Isso abriria a possibilidade de desenvolvimento de testes para detectar a doença antes que se espalhe
The Real Agenda
9 Fevereiro, 2011
A julgar pela pesquisa, os autores desse estudo indicaram que existem compostos químicos para tipos específicos de câncer que circulam no corpo humano e um cão pode cheirar.

Foto: Agencia EFE

Isso abriria, segundo uma equipe de peritos do Departamento de Cirurgia da Universidade de Kyushu, no Japão, a possibilidade de desenvolver testes para detectar a doença antes que se possa propagar a outras partes do corpo.
Para chegar a estas conclusões, eles conduziram uma experiência com um labrador especialmente treinado, e fez há alguns meses, testes que incluiu teste no ar expirado e amostras de fezes de participantes.
As amostras pertenciam a 48 pessoas diagnosticadas com câncer de intestino e 258 voluntários sem a doença ou que já tiveram câncer no passado.
Cerca da metade das amostras de voluntários vieram de pessoas com pólipos intestinais, que apesar de ser benignos, são considerados precursores do câncer de intestino.
Seis por cento (6%) dos testes e 10 amostras de fezes do grupo veio de pessoas que vivem com outros problemas intestinais como a doença inflamatória intestinal, úlceras, diverticulite e apendicite.
As de câncer do intestino foram obtidas de pacientes que sofrem de diversos níveis da doença, que incluiu as fases iniciais.
Os cães identificaram com sucesso quais eram cancerígenos e quais não, em 33 de 36 teste de respiração, com uréia em 37 de 38 exame de fezes, com os maiores índices de seleção entre as tomadas de pessoas com a doença em seus estágios iniciais .
Isso equivale, de acordo com o estudo, 95% de exatidão, em geral, para as amostras de ar e 98% para as fezes, em comparação com os resultados da colonoscopia convencional.
Os peritos observaram que, no caso de amostras de fumantes ou pessoas com outros problemas, em que se poderia pensar que esses fatores interferem com outros odores, não causaram nenhúm problema para o cão.
O estudo mostrou que existem odores perceptíveis específicos decorrentes das células cancerígenas que circulam no corpo, uma teoria apoiada por outras pesquisas que indicam que os cães podem farejar o câncer de bexiga, pele, pulmão, mama e ovário.
Os autores admitem que usar cães para detectar o câncer é, provavelmente, pouco prático e caro, mas acrescentaram que a partir desta constatação poderiam desenvolver um sensor para detectar os componentes específicos.

Fonte:http://real-agenda.com/2011/02/09/caes-detectam-com-precisao-o-cancer-de-intestino/

Pesquisadores descobrem como cães podem detectar doenças

Cada vez mais precisa graças aos modernos aparatos tecnológicos, a medicina diagnóstica tem um novo aliado — mais prosaico, porém, bastante eficiente: o focinho dos cachorros. Pesquisas recentes mostram que o "melhor amigo do homem" tem um faro e tanto para doenças, principalmente o câncer. Com narizes afiados, os "doutores caninos" conseguem identificar a presença de substâncias indicadoras de diversos males que normalmente só seriam descobertos por equipamentos sofisticados.

Desde que começaram a ser domesticados, há cerca de 14 mil anos, os cães usam o focinho para ajudar seus donos. No início, farejavam de longe a presença de inimigos ou de presas em potencial. Mais tarde, passaram a integrar equipes de detecção de drogas. Com seus 220 milhões de células olfativas — o homem tem apenas 5 milhões —, eles são capazes de encontrar substâncias ilícitas mesmo quando muito bem escondidas, localizar pessoas soterradas e detectar jazidas de minérios.

É natural que a medicina começasse a investigar se os cachorros poderiam ser aliados dos laboratórios no diagnóstico de doenças. E eles passaram no teste. Recentemente, a revista especializada European Urology deu destaque a uma pesquisa do urologista francês Jean-Nicolas Cornu, que mostrou a eficácia dos focinhos na detecção do câncer de próstata. Com uma simples amostra de urina, os cachorros alcançaram 91% de precisão nos diagnósticos.

Na pesquisa, um pastor-belga foi treinado durante dois anos pelo método de condicionamento para cheirar e reconhecer na urina de portadores desse tipo de câncer compostos voláteis que são biomarcadores dos tumores malignos. As 66 amostras — metade delas positiva — foram congeladas para preservação e, depois, aquecidas. O animal, então, foi colocado em contato com todas, sem que os pesquisadores soubessem quais eram de pacientes com câncer ou pessoas saudáveis. O pastor diagnosticou o câncer corretamente em 30 das 33 amostras positivas. E acertou mais que os médicos: em um dos três casos nos quais supostamente havia errado, o paciente passou por nova biópsia que comprovou o câncer de próstata.

"O estudo mostra que os cachorros podem ser treinados para detectar esse tipo de câncer farejando a urina, com uma taxa de sucesso significativa. Ele sugere que o câncer de próstata provoca um odor diferente na urina. Identificar a substância volátil envolvida na doença poderá nos levar a uma ferramenta em potencial para o diagnóstico preciso", disse ao Estado de Minas Jean-Nicolas Cornu. "Certamente, os cachorros conseguem reconhecer o odor de uma molécula que é produzida pelas células cancerígenas. Mas ainda não sabemos qual é e, infelizmente, os cães não podem nos dizer."

Em sua mucosa nasal, os cães têm um rico depósito de nervos olfativos, que se conectam à região do lobo cerebral, altamente desenvolvida em termos sensoriais. Os cães, diz Cornu, usam o farejamento para maximizar a detecção de odores, cuja capacidade é mil vezes superior à humana. Farejar significa inalar e exalar o ar rapidamente, uma atividade que aciona o hipotálamo, área do cérebro associada a comportamentos sexuais e sociais.

Salvadores 


Muitas vezes, mesmo cães sem treinamento conseguem detectar doenças. No artigo “Dogs smell cancer, diabetes, danger, diseases, death & bed bugs”, o consultor em medicina microbiológica americano Donald Reinhardt descreve o caso de uma mulher que entrou em coma diabético. O cachorro dela latiu incessantemente até que os vizinhos chamassem a polícia. Pouco depois de chegar à emergência, ela foi medicada e saiu do coma. "Por trás desse evento em particular há o fato de que labradores conseguem detectar hipo e hiperglicemia em pacientes diabéticos antes mesmo que um exame indique que eles têm a doença", escreveu Reinhardt.

Pelo menos uma instituição já está treinando cachorros para detectar baixos níveis de açúcar no sangue. "Mas exatamente como eles conseguem perceber se a pessoa tem hipoglicemia continua um mistério", disse Mark Ruefenacht, fundador da Dogs for Diabetics, em Concord, na Califórnia, nos Estados Unidos. Portador da doença, Ruefenacht criou a ONG em 2003, inspirado pelo fato de um labrador que ele treinava para servir de guia a cegos o acordar durante a noite. "Eu havia me esquecido de checar o nível de açúcar no sangue antes de dormir, e acho que o cão percebeu que a glicose estava alta", relata. Os cães – com nível de precisão de 90% – são treinados e doados a portadores de diabetes 1.

No início do ano, uma labradora tornou-se popular no Japão por conseguir detectar, com alto grau de precisão, câncer de intestino, mesmo os de fase inicial. Assim como no caso dos tumores de próstata e do diabetes, os cientistas acreditam que compostos químicos desse tipo de câncer circulem pelo corpo e sejam identificados pelos cães. Com isso, abre-se perspectiva para desenvolvimento de testes que descubram a doença antes que ela se espalhe pelo organismo.

No experimento, a cadela treinada fez 74 testes de farejamento, por vários meses. As amostras vieram de 48 pessoas com câncer de intestino e 258 saudáveis, ou que tiveram tumores, mas já curados. Metade delas pertencia a indivíduos com pólipos intestinais, que, embora benignos, podem ser precursores desse tipo de câncer. Parte do teste foi feita com material de pacientes com outros problemas do aparelho digestivo, como úlcera, diverticulite e apendicite.

A labradora conseguiu identificar quais as amostras eram cancerígenas com 95% de acertos.

Fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2011/03/06/interna_tecnologia,213694/pesquisadores-descobrem-como-caes-podem-detectar-doencas.shtml


Cães Extraordinários Cães Que Detectam A Doença(VIDEO)