COMPREENDENDO A HOMEOPATIA



O QUE É HOMEOPATIA?

. . Homeopatia é uma palavra de origem grega que significa Doença ou Sofrimento Semelhante. É um método científico para tratamento e prevenção de doenças agudas e crônicas, onde a cura dá-se através de medicamentos não agressivos que estimulam o organismo a reagir, fortalecendo seus mecanismos de defesa naturais.
. . A cura, proposta pela homeopatia, vem de dentro para fora, já que o remédio homeopático contém uma dose infinitesimal da própria doença. Entende-se que o semelhante cura o semelhante.
. . Os medicamentos homeopáticos atuam reequilibrando a energia vital dos seres vivos, ou seja, a energia responsável pela manutenção da vida e da harmonia das funções fisiológicas do organismo.
. . A homeopatia usa os princípios curativos das substâncias venenosas sem causar mal ao paciente. Como surgiu Foi criada e desenvolvida há duzentos anos pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, que se formou aos 24 anos.
. . Durante uma década, clinicou na medicina tradicional e resolveu afastar-se por achá-la ineficiente. Hahnemann começou a traduzir livros científicos. Em 1790, ao traduzir um livro de Willian Cullen, chamou-lhe a atenção a descrição dos quadros de intoxicação por quinino (que já era indicado para o tratamento da malária) e sua notável semelhança com o quadro clínico da malária, conhecida na época, como febre dos pântanos.
. . Coincidentemente, na mesma época, um de seus filhos ficou gravemente doente, e Hahnemann, desiludido com a medicina tradicional, acreditou que deveria existir uma terapêutica eficaz e lógica.
. . Passou assim a buscar ardorosamente essa idéia. Hahnemann começou então a analisar os efeitos do quinino e assim percebeu o princípio da semelhança que, posteriormente, seria a base do tratamento homeopático.
. . Esse princípio foi descrito nos primórdios da medicina, por Hipócrates (460 - 377 A.C.), médico grego considerado o "Pai da Medicina". Hipócrates enunciou dois princípios pelos quais pode-se obter uma cura: o princípio da semelhança - Similia Similibus Curentur (os semelhantes se curam pelos semelhantes) - e o princípio dos contrários - Contraria Contrarius Curentur (os contrários se curam pelos contrários).
. . Como é o tratamento A homeopatia trata o paciente como um todo. Analisa sua estrutura e natureza. Não cura a doença e sim o doente. Por isso, o médico conversa bastante com o paciente para conhecê-lo melhor.
. . No fim, receita, por exemplo, um remédio para o asmático e não um remédio para a asma. A consulta com o homeopata demora mais do que com o alopata.
. . O homeopata precisa conhecer as causas que levaram aquela pessoa a desenvolver determinada doença. Ao contrário dos tratamentos alopatas, o sintoma não é simplesmente eliminado (suprimido), sem saber-se a causa real da doença.
. . O sintoma é a "pista" do que está errado em todo o organismo do paciente. Um paciente que apresenta sintomas de uma doença que são semelhantes aos causados também por uma determinada substância homeopática, vai receber um medicamento feito com essa substância. Semelhante cura semelhante.
. . Escolhido o medicamento, ele é administrado em doses muito diluídas - doses infinitesimais, mas capazes de restabelecer a energia vital. A dose diminuta prescrita pelo homeopata, não é mera diluição ou atenuação da droga forte.
. . Ela é o que se chama potência, isto é, algo que possui poder. As doses mínimas e dinamizadas têm sido, com certeza, o maior obstáculo à aceitação e à adoção desse método terapêutico na medicina tradicional.
. . Vale lembrar que por valorizar sintomas subjetivos e tratar uma energia extremamente sutil, as pesquisas que avaliam a homepatia devem ser avaliadas dentro de um novo paradigma, com outros instrumentos de avaliação e análise dos resultados.
. . O fato de podermos tratar animais e plantas com medicamentos homeopáticos invalida a idéia que muitos têm, principalmente os que criticam esta ciência sem tê-la estudado, de que o medicamento homeopático age por efeito psicológico.

. . Observações importantes e dúvidas comuns:

. . * Só compre medicamentos homeopáticos com receita médica, pois os remédios são individualizados. Não se automedique!!!
. . * Só repita a mesma receita se o médico autorizar.
. . * Ligue para seu médico sobre qualquer dúvida ou alteração no quadro clínico.
. . * Apenas farmácias com manipulação homeopática estão aptas a preparar a receita médica, e esta deve ser entendida por qualquer farmacêutico homeopata.
. . * Tome seu medicamento preferencialmente longe da hora das refeições. Se for dose única, tome em jejum ou ao se deitar, conforme orientação médica.
. . * Não guarde medicamentos homeopáticos em lugares com cheiros fortes.
. . * Mantenha os medicamentos protegidos da poeira, umidade, calor e luz.
. . * Evite também guardá-los perto de aparelhos que emitam radiações.
. . * Se usar aromaterapia, evite essências com alecrim e cânfora.
. . * Se fizer massagens terapêuticas regularmente, evite usar óleos com cânfora ou ter qualquer contato com essa substância. Segundo o manual de homeopatia, eles diminuem o efeito do medicamento, porém, não existem explicações sobre isso no manual.
. . * Não se sabe também exatamente por que motivo a cânfora pode ser usada como antídoto para os efeitos indesejáveis do medicamento homeopático que surgem em pacientes hipersensíveis.
. . * Não há restrições durante o tratamento homeopático de uso de álcool, café ou chá, a não ser que seja recomendada pelo clínico uma dieta de restrição.


. . * O uso de medicamentos alopáticos durante o tratamento homeopático não interfere e é dispensável. Uma exceção para esta afirmativa são os medicamentos alopáticos que visam tratar sintomas que chamamos de exonerativos, como por exemplo erupções cutâneas, secreções, corrimento vaginal. Nesses casos, a interferência com medicamentos alopáticos geralmente prejudica a boa evolução do tratamento homeopático.

Fonte:http://www.sinomar.com.br/sa_homeopatia.asp

HOMEOPATIA

Homeopatia é a medicina dos “semelhantes”.  O nome quer dizer homoios = semelhante e pathos = sofrimento, ou seja, é a medicina em que o remédio é semelhante ao próprio sofrimento, à própria dor. 
Segundo ela não há nada na natureza que possa prejudicar, que não possa ser também usado para curar aquilo que ele mesmo causou.  Ou seja, a droga que provoca e cura as doenças são as mesmas. 
Por exemplo, um remédio muito conhecido é beladona, usado para a febre.  Quando uma pessoa se intoxica por beladona também apresenta os mesmos sintomas desta febre – uma pele ardente, olhos brilhantes, pupilas dilatadas, garganta seca e dolorida, uma excitação que pode chegar até mesmo ao delírio.  Portanto uma pessoa com esses sintomas, se tomar a beladona na formulação homeopática verá esses sintomas curados.
Dose Mínima

Naturalmente o remédio a ser empregado não é numa dose fisiológica, mas numa dose mínima.  Porque a homeopatia só se preocupa com o estímulo vital.
Hahnemann iniciou suas pesquisas com doses fisiológicas e foi reduzindo cada vez mais até as doses mínimas empregadas. 


Arndt-Schultz diz o seguinte: “venenos que, em grandes doses, são letais, em doses menores, tendem a inibir e, em doses ainda mais pequenas estimulam as mesmas células”.
Schultz viveu depois de Hahnemann e ambos chegaram praticamente à mesma conclusão.  Porém Hahnemann colocou em prática a sua doutrina. 
A homeopatia não trata a doença, mas a pessoa doente.
O indivíduo é muito mais importante do que a doença que ele tem.  O que mais importa ao médico homeopata são os sintomas individuais.  Alguns sintomas são comuns em todos os casos de doenças de pulmão, ou diarréia, ou febre.  E serve apenas para classificar essa doença.  Mas não são neles que o homeopata irá se basear.  São nos sintomas estranhos e individuais e peculiar a um certo doente com problema de pulmão ou disenteria ou qualquer outra moléstia.
Hahnemann no Organon da Arte de Curar diz logo nos seus primeiros parágrafos que a única e mais alta missão do médico é restituir a saúde ao doente, que é o que se chama da arte de curar. 
Enquanto a alopatia estuda as doenças e as descreve cuidadosa e minuciosamente, firmando-se principalmente no diagnóstico e no prognóstico, a homeopatia está mais preocupada com o doente e com as transformações que ele sente, com os sintomas que normalmente aparecem muito antes da doença se instalar.  Por isso Hahnemann no seu opúsculo afirma: “tratar eficientemente de doenças, mesmo que elas nunca anteriormente tivessem sido observadas”.
O “Organon” é a bíblia dos homeopatas.  Foi escrito por Hahnemann e dá destaque a uma série de conceitos surpreendentes para a época e de grande aplicabilidade prática. 
Ele fala sobre a “unidade do ser humano”, quer dizer que cada indivíduo é um todo, físico, emocional, psíquico e moral.  E que essas diferentes partes estão intimamente relacionadas numa interação permanente entre si com o meio e com os outros indivíduos. 
Isso, portanto, diria que não existem doenças locais ou de aparelhos, mas sim indivíduos doentes com manifestações locais ou em aparelhos.  Com isso concluímos que é preciso tratar o todo e não apenas uma parte que pensamos estar adoecido.  Ou seja, quando passamos uma pomada numa ferida e ela desaparece, isso não significa que ela foi curada.  Com certeza esta energia ainda está ali.  Ela simplesmente se deslocou para algum outro lugar.  O conceito de energia vital também é amplamente discutido no “Organon”.
Hahnemann atribui a homeostase, essa harmonia do corpo que é capaz de se manter saudável a uma energia ou força, que ele chamou de energia vital – o verdadeiro regente da orquestra da nossa vida.
Referência Bibliográfica
STANWAY, Andrew. Guia geral das terapias Alternativas. Rio de Janeiro. Xenon Editora. 1993.
HAHNEMANN, Samuel. Organon de la medicina. Buenos Aires. Editorial Albatros. 1978.
KENT,  James Tyler. Filosofia homeopática. Madrid. Casa Editorial Bailly-Bailliere. 1926.
TYLER,  Margareth. Curso de homeopatia. Rio de Janeiro. Editorial Homeopática Brasileira. 1965.
TYLER,  Margareth. Curso de homeopatia para graduados. Buenos Aires. Editorial Albatros. 1989.
TETAU, Max. Homeopatia, pequeno compendio. S. Paulo. Andrei. 1980.
COSTA, Roberto. Homeopatia  atualizada. Rio de Janeiro. Homeopatia Escola Brasileira. 1988.
CASTRO, David. Homeopatia e profilaxia. Rio de Janeiro. Mauro Familiar Editor. 1980. 

CASTRO, David. Homeopatia - 30 anos de vivência. Rio de Janeiro. Polypress. 1969.
HODIAMONT. Conselhos aos doentes que se tratam com homeopatia. Rio de Janeiro. Fulgor.
ARAÚJO, Correa de. Como aprender homeopatia. Rio de janeiro. Oficinas da gráfica editora. 1973.
Fonte:http://www.sandraregina.med.br/medicinaintegrativa/homeopatia/homeopatia.htm

Homeopatia Unicista : Individualização,o Ideal da Homeopatia

Muitos remédios naturais ou não, são confundidos com homeopatia, quando não são. Este equívoco é um dos indicativos do pouco conhecimento que se tem sobre esta ciência médica.
Muitos remédios naturais ou não, são confundidos com homeopatia, quando não são. Este equívoco é um dos indicativos do pouco conhecimento que se tem sobre esta ciência médica.
Nem todo produto natural é homeopático. A homeopatia é reconhecida como uma especialidade médica, que prepara seus medicamentos de um modo especial e exclusivo, através de diluições e dinamizações, agitando e diluindo a substância, o que lhe confere poder.
A medicação homeopática, corretamente escolhida para aquela pessoa, pode determinar uma cura profunda.
A Homeopatia é vitalista, ou seja defende que possuímos uma energia, passível de desequilíbrio o que gera doença.
Em 1810 o inspirado médico Samuel Hahnemann, publicou o livro que é considerado a bíblia desta medicina. Nele os princípios estão expostos, desta que é uma ciência e arte de curar. Ela tem princípios bem estabelecidos e arte porque para encontrar o remédio adequado para cada paciente, o médico deve compreender a essência interna de cada um. O homeopata estuda o paciente, para encontrar o medicamento adequado. É necessário investigar como o paciente experimenta a vida, como sofre, quais suas características e ilusões.
O medicamento corretamente escolhido é de uma qualidade energética semelhante a do indivíduo que vai receber um impulso na energia vital, através do estímulo provocado pela energia do medicamento.
Equilíbrio da energia vital é o objetivo de se administrar o remédio homeopático.
Neste sistema médico, para o encontro do medicamento homeopático, valoriza-se bastante o que a pessoa estava passando sentindo antes de adoecer. É muito útil, para o encontro da correta medicação, os transtornos vividos por aquele indivíduo, antes dos sintomas aparecerem no físico, o que ocorre já com o processo do “adoecimento” em andamento. O corpo nunca está doente separadamente, sem a participação do emocional por exemplo. O modo do indivíduo sentir a vida é que vai indicar a sua correta medicação.
A metodologia homeopática compreende o indivíduo como um sistema integrado e não apenas um corpo físico. Hahnemann, recomenda como princípio básico o uso de um medicamento de cada vez e não mais de um. É chamada homeopatia unicista por isso. Neste sistema de tratamento, utiliza-se o medicamento constitucional, para o equilíbrio geral da pessoa. Pode ser muito bem indicada em casos graves ou leves.
No tratamento bem conduzido, espera-se que ocorra modificação benéfica subjetiva na pessoa que passará a se sentir melhor e até perceber coisas de modo diferente.
Um dos obstáculos à cura através deste método pode ser o estado geral de intoxicação em que vivem muitas pessoas, com uma alimentação toda cheia de venenos, artificialidades, desvitalizada, associado a um estilo de vida pouco saudável. Uma dieta saudável associada ao tratamento assegura melhores resultados. O próprio Hahnemann escreveu sobre dieta saudável e a importância para o equilíbrio do ser.
É muito útil que os médicos que trabalham com a medicina alopática busquem informação sobre a homeopatia, despindo-se de preconceitos, para não perder a oportunidade de ajudar casos em que a alopatia esteja sem conseguir resolver. Sistema algum de tratamento é absoluto e infalível. Associar conhecimentos, discutir as possibilidades que levam ao processo de cura e alívio do sofrimento humano, é colocar bom senso na prática de ajudar o próximo.
É fundamental uma atitude de abertura a novas idéias, utilizando-se da imparcialidade, característica muito importante ao verdadeiro cientista, interessado em ajudar os que necessitam. A subjetividade humana requer ferramentas várias para ser bem trabalhada, já que um método que serve muito para uma pessoa, não é a necessidade de outra, que se beneficiará de outro recurso que o médico versátil pode sugerir. Hipócrates abordou muito bem a subjetividade humana com o seu aforismo: “na medicina e no amor nem nunca nem sempre”
ENTREVISTA SOBRE HOMEOPATIA COM O Dr. JOSÉ RAIMUNDO
Dr. José Raimundo, experiente médico homeopata e professor de Homeopatia Unicista. Ensina homeopatia no curso de especialização para médicos.
SS- O que é Homeopatia e como ela funciona?
JR-É uma arte de curar que faz parte da medicina e deve ser exercida por médicos. A Homeopatia aborda a cura no sentido clínico e em um sentido mais amplo do ser. É a ciência e arte que vê o indivíduo como o todo que ele é. É uma opção terapêutica na qual se introduz um sinal energético na estrutura do indivíduo, promovendo uma resposta favorável no sistema que estava desequilibrado, e que bem estimulado com a força do remédio homeopático, segue no sentido da cura.
SS- De que forma o remédio homeopático age no corpo do paciente?
JR-Ele favorece o desenvolvimento da pessoa, o retorno ao equilíbrio. O remédio é um sinal vibratório, que estimula a energia do ser que estava desequilibrado manifestando sintomas. O indivíduo passa a funcionar de um modo harmonioso. O medicamento é escolhido de acordo com o “modo de sofrer” de cada um. O que caracteriza o quadro clínico do indivíduo não é somente o diagnóstico que ele recebe; importa muito o modo como ele sofre os problemas. A energia medicamentosa mais semelhante à energia do sofrimento da pessoa vai estimular as suas defesas naturais, e a cura vai se manifestar. A doença é um desequilíbrio no fluxo de energia, e a homeopatia, como outras terapêuticas energéticas, se propõe a normalizar este fluxo. O remédio homeopático imprime uma força no organismo. Cada remédio tem sua vibração, e o médico escolhe o de vibração mais semelhante à de quem adoeceu.
SS- Por que alguns homeopatas optam por prescrever um único medicamento, ao passo que outros preferem prescrever vários ao mesmo tempo?
JR- A Homeopatia, como concebida por Hahnemann, prescreve um medicamento de cada vez. Esse é um dos “pilares” da Homeopatia. O médico escolhe o medicamento mais semelhante aos sintomas do paciente, e o acompanha para ver se ele está se movendo no sentido da cura. Alguns médicos observaram, na prática, que quando não encontravam o remédio mais semelhante ao caso e associavam ou alternavam medicamentos, os doentes melhoravam. Tais observações ocorreram depois de Hahnemann. A proposta do “Pai da Homeopatia” é a de ministrar um medicamento de cada vez. Ele propôs um tratamento integrativo do ser, a partir do estímulo da sua energia vital.
SS- Onde o médico alopata pode aprender Homeopatia?
JR- Existem cursos e escolas de Homeopatia. Há interesse por parte das sociedades homeopáticas em levar a Homeopatia para o meio acadêmico, e a ciência oficial tem recebido diversas evidências da sua eficácia.
SS- Que tipo de doença é tratada pela Homeopatia?
JR- A Homeopatia trata qualquer tipo de enfermidade. Se a energia do enfermo tiver condições de ser estimulada, haverá “resposta” ao medicamento (quando bem escolhido). A “resposta” poderá ser a cura ou a melhoria na qualidade da saúde geral, a depender da vitalidade do paciente. Ela não se propõe a curar tudo. Em casos de câncer ou de outras doenças graves, a associação do remédio a outras alternativas de cura ajudará na evolução e no equilíbrio geral do doente, tornando mais suportável, por exemplo, o uso de medicamentos alopáticos. Ela pode ajudar ao melhorar a qualidade geral de vida, mesmo que não consiga curar completamente. O que vai definir a resposta do paciente ao tratamento é a sua energia vital ter ou não condições de responder ao estímulo do remédio homeopático.
SS- É necessário modificar a alimentação para se submeter a um tratamento homeopático?
JR- A alimentação adequada é a base para a cura integral. A Homeopatia funciona através do estímulo do ser total, ajuda a ter mais responsabilidade com o cuidado pessoal, e até a melhorar o interesse por uma dieta saudável. Existem pessoas nas quais o remédio funciona apesar de não haver alteração na dieta, mas para se ter saúde o ideal é que a dieta seja equilibrada.
SS- É verdade que a resposta ao tratamento homeopático é lenta?
JR- Isto é preconceito. Quando surgiu a Homeopatia, muitos pacientes graves, crônicos, desistiram da medicina alopática e foram procurá-la. No estado deles a reposta seria lenta, como o seria em qualquer outra terapêutica. Muitas vezes a resposta de pacientes com boa vitalidade é bastante rápida.
SS- Há quanto tempo o senhor trabalha com Homeopatia?O que mais lhe agrada neste trabalho?
JR- Há aproximadamente vinte anos. O que mais me agrada é ser médico, pois a medicina me permite estar a serviço do próximo. É uma imensa oportunidade de servir; aprendo muito com cada pessoa, com suas experiências. Este aprendizado ajuda a entendermos coisas básicas e profundas, como o que estamos fazendo aqui e qual o sentido de viver. Sendo médico e lidando tanto com o sofrimento, aprendo muito, e este aprendizado facilita a minha convivência comigo e com os outros.
SS- Como o senhor escolheu a Homeopatia ?O que houve de negativo ou de difícil nesta escolha?
JR- Quando criança minha mãe adotava a Homeopatia para nos tratar e tínhamos ótima saúde. Ao entrar na faculdade neguei a Homeopatia, por não ser considerada uma ciência. Na faculdade só tínhamos informações alopáticas, e quando precisei fiz tratamentos alopáticos. Aí pude, por experiência, adotar a Homeopatia para mim. Depois de formado fiz alguns cursos de formação em Homeopatia e aos poucos fui prescrevendo remédios homeopáticos para os pacientes, com ótimos resultados, passando do sistema de prescrição alopática para o homeopático, que realmente é a minha escolha.
O lado difícil é que a Homeopatia requer mais atenção e disponibilidade do médico junto ao paciente, ao invés do amplo apoio tecnológico de que dispõem outras formas de tratamento. A consulta homeopática requer bastante tempo e o médico também deve estar disponível para conversar com seus pacientes fora dos horários de consultas, para intercorrências. Para que isso ocorra o médico precisa organizar bem a sua vida, porque o ritmo e a estrutura atual da medicina tecnológica não favorecem muito a dedicação que a Homeopatia precisa para ser exercida com a perfeição que os pacientes merecem.
SS-O senhor pode citar alguma experiência inesquecível na sua “vida homeopática”?
JR- São muitas, muitas histórias bonitas. Para citar entre tantas, meu filho, aos três anos de idade, teve pneumonia junto com um colega. O colega ficou em estado grave e foi hospitalizado durante um bom tempo. Não encontrei, de imediato, o remédio mais adequado para o meu filho. Ele foi piorando, ficou bem quietinho, com muita febre. Ao rever a história, mediquei-o com outro remédio, e ele, que estava com comprometimento geral e respiratório, duas horas após o início do novo remédio queria se levantar e andar de bicicleta, a fim de recuperar o tempo que passou deitado, sem poder brincar. Foi muito bonito, no início da minha carreira, presenciar bem de perto a rapidez da resposta ao medicamento correto, mesmo numa situação mais grave. Outro caso do qual me lembro foi o de um paciente com um sério distúrbio mental e afetivo, que considerado incurável pela medicina alopática, obteve através do fiel seguimento ao tratamento homeopático unicista uma conscientização, uma lucidez tão profunda, que foi capaz de cuidar da mãe que adoeceu, dando-lhe muita demonstração de amor, logo ele, que no passado tinha sério distúrbio de afetividade e era distante de todas as pessoas, fugindo ao contato. Ocorreu uma transformação profunda no modo como ele lê o mundo, que se tornou muito mais construtivo. Ele não é exceção, é que me lembro bem deste paciente antes e depois da Homeopatia. Ela é divina! 
DR José Raimundo é Médico Homeopata
atende no Cidadela Três 71 3358 4993

Fonte:http://www.saudedoser.com.br/conteudo.aspx?idconteudo=41&idsessao

SOBRE O QUE NÃO É HOMEOPATIA

Autor: Dr. Matheus Marim 

Há poucos dias uma médica homeopata que dedica-se ao atendimento de minorias em nosso Brasil, contava-nos que em um evento de nações indígenas anunciara-se uma palestra que seria proferida por mulheres índias relatando a experiência da tribo com homeopatia. Mobilizou-se curiosa para a reunião... mas nada ouviu sobre homeopatia, mostraram a rica experiência com a utilização das plantas regionais em inúmeras situações de doenças mas sequer um vislumbre de filosofia ou técnicas homeopáticas. Uma vez mais estabelecera-se a velha confusão entre homeopatia e fitoterapia. Utilizar plantas em tratamentos não significa estar fazendo homeopatia, talvez seja essa a maior confusão em nosso meio. Aliás, é bom que se esclareça que homeopatia nada tem a ver com sistemas tradicionais e/ou tratamentos de qualquer etnia ou nação do nosso planeta. Embora a idéia da similitude estivesse entre os Indús há cerca de três mil anos e Hipócrates a tivesse mencionado como uma das três vertentes por onde se encaminhavam os tratamentos em sua época, nada ficou nas tradições. Algumas tentativas para retomar a idéia aconteceram durante a Idade Média e Renascimento mas não avançaram. Não fosse a genialidade de Hahnemann em percebê-la e operacionalizá-la talvez a similitude fizesse hoje parte do passado da medicina.

Mas a homeopatia não utiliza plantas nos tratamentos? Sim, e além de plantas utiliza também produtos de origem animal e mineral, a rigor qualquer substância pode ser utilizada como medicamento homeopáticos desde que preencha as exigências e a técnica do saber homeopático. Podemos esclarecer um pouco melhor sobre esse estranho saber exemplificando que se uma substância  "faz bem"; para uma úlcera de estômago ela não será usada pelos homeopatas para tratá-la, ao contrário, eles utilizarão uma substância que seja capaz de produzir uma úlcera ou que "faça mal"; para a úlcera com a finalidade de curar o doente que é o dono da úlcera, é claro que essa substância será preparada de uma forma também bastante estranha e de acordo a esse tal saber homeopático.

Entre os saberes médicos tradicionais mais praticados hoje em dia e que mais geram perguntas procurando estabelecer paralelos com a medicina homeopática estão a medicina tradicional chinesa, a medicina tradicional indú e a medicina tradicional havaiana, que embora pratiquem muita fitoterapia não encontramos nelas a idéia da similitude orientando a prescrição. O principal laço que une a homeopatia a esses saberes tradicionais é o pensar sobre a unidade do ser, onde a todo não deve ser desarticulado em físico e psíquico para ser tratado. Em homeopatia esse saber advém do exercício da experimentação de medicamentos em humanos, não é uma proposta teórica e é fundamental para a compreensão e a prática homeopática.

Atualmente no Brasil uma outra escolha terapêutica que nada tem a ver com a homeopatia mas que com ela é muito confundida são os florais, inicialmente os de Bach, hoje os do mundo todo. Prescritos com a intencionalidade de apaziguar e fazer desaparecer sintomas psíquicos, são medicamentos que pelo seu poder curativo e metodologia própria de aplicação não devem ser utilizados durante o tratamento homeopático porque desviam o trabalho e o movimento que se instituem pela aplicação da medicação homeopática.

Muitas pessoas perguntam também se a homeopatia tem a ver com o espiritismo, isso porque sabemos que muitos dos antigos médicos homeopatas eram espíritas ou trabalhavam em centros espíritas e também que a homeopatia era muito prescrita por pessoas que se diziam incorporadas por espíritos durante as sessões. Não poderíamos explicar porque a preferência dos espíritos pelos medicamentos homeopáticos, mas no começo do século passado houve uma decisão governamental de que os medicamentos prescritos pelos grupos médicos hegemônicos não poderiam ser prescritos em receita médica, não sabemos se por reserva de mercado ou por considerarem que tais medicamentos eram muito potentes e perigosos para serem indicados por não médicos. Como os medicamentos homeopáticos não eram prescritos por esses grupos ficaram livres para a indicação por pessoas não médicas, a partir daí proliferou a indicação das aguinhas e bolinhas homeopáticas entre a população em geral e nos centros espíritas em particular, uma vez que eram muito procurados como centros de cura.

Aliás, o fato de a homeopatia ser preferida pelos espíritos em suas prescrições criou grande animosidade de outros grupos religiosos em relação a ela durante o século passado. Nos anos oitenta iniciou-se um movimento entre alguns poucos grupos protestantes que proibiam seus adeptos de fazer tratamentos homeopáticos porque segundo eles, ao preparar-se o medicamento homeopático estariam sendo introduzidos demônios dentro deles. Seriam aguinhas e bolinhas demoníacas.

Se você tiver dúvidas ou comentários a fazer sobre este tema, entre em contato conosco.
e-mail: mmarim@dglnet.com.br

Fonte:http://www.bvshomeopatia.org.br/saladeleitura/texto8sobreoquenaoehomeopatia.htm



Esclarecendo a Homeopatia


Grande incompreensão existe a respeito da especialidade médica denominada Homeopatia, sendo confundida, pela maioria das pessoas, com a Fitoterapia, que é a utilização de plantas medicinais no tratamento de doenças, que se assemelha mais ao tratamento convencional do que ao modelo homeopático, como veremos a seguir.

Desde a Grécia Antiga, a Medicina possui duas correntes terapêuticas, fundamentadas no princípio dos contrários e no princípio dos semelhantes. Em consequência do princípio dos contrários surgiu a chamada “Alopatia” (Enantiopatia) e a própria Fitoterapia, que buscam suprimir os sintomas das doenças com substâncias (sintéticas ou naturais) que atuem “contrariamente” aos mesmos (“anti-”) (Ex: antiinflamatório para a inflamação, antiácido para a acidez, antidepressivo para a depressão, antitérmico para a febre, etc.).

Baseando-se no princípio dos semelhantes, em 1796, o médico alemão Samuel Hahnemann criou a Homeopatia (tratamento através de substâncias que causam sintomas “semelhantes” aos da doença a ser tratada), apoiando-se na observação experimental de que toda substância capaz de provocar determinados sintomas numa pessoa sadia pode curar estes mesmos sintomas numa pessoa doente. Contrariamente ao que se pensa, a Homeopatia é um sistema científico definido, com uma metodologia de pesquisa própria, apoiada em dados da experimentação farmacológica dos medicamentos em indivíduos humanos (sadios), reproduzidos ao longo dos séculos.

O médico homeopata tem como finalidade encontrar um medicamento que foi capaz de causar nos indivíduos sadios sintomas semelhantes (“homeo”) aos que se desejam combater nos indivíduos doentes, estimulando o organismo a reagir contra a sua enfermidade. As ultradiluições das substâncias (medicamento dinamizado) são utilizadas com o intuito de diminuir o poder patogenético das mesmas, evitando uma possível agravação dos sintomas quando se administram doses fortes de uma substância que causa sintomas semelhantes aos do paciente, de forma análoga às doses infinitesimais da imunoterapia clássica.

Cada medicamento homeopático experimentado em indivíduos humanos (sadios) provoca uma série de sintomas (mentais, gerais e físicos), que devem ser semelhantes aos sintomas do indivíduo doente, para que se consiga trazê-lo de volta ao estado de saúde. Em vista disso, torna-se indispensável o conhecimento dos sinais e sintomas objetivos e subjetivos do paciente, a fim de podermos encontrar o medicamento que mais se lhe assemelhe. É por isso que o médico homeopata se interessa por particularidades individuais, considerado estranho por quem não entenda o modelo homeopático.

Assim sendo, é imperioso realizar um interrogatório abrangente e minucioso, no qual o médico homeopata busca compreender a totalidade sintomática característica do indivíduo, manifesta na forma de ser e reagir frente as situações cotidianas, ao meio e às pessoas que o cercam. Tudo que diga respeito ao paciente exprime o estado de sua vitalidade, desde os conteúdos imaginários e fantásticos, passando pelos sonhos, sensações, sentimentos e pensamentos, incluindo as características gerais e físicas que o caracterizam. O médico homeopata espera que o paciente expresse os seus sofrimentos físicos, psíquicos e emocionais de forma espontânea, sincera e detalhada, a fim de que num clima de compreensão mútua (médico-paciente) possa-se desenvolver o trabalho de equipe na busca do medicamento correto (individualizado).

Para isso ocorrer, torna-se fundamental ao paciente e aos que o acompanham a observação constante do seu modo de pensar, sentir e agir, buscando entender as causas profundas que o fizeram adoecer e renovando em si mesmo o diálogo interior na prática do ensinamento grego: “conheça-te a si mesmo”. Devemos frisar que o entendimento íntimo do ser humano é um trabalho difícil e incomum, mas pode ser adquirido de forma gradativa segundo o esforço que cada um empregue nessa tarefa de auto-análise, estando nesse conteúdo de “conflitos” (suscetibilidades), geralmente, o fator desencadeante para a instalação de grande parte das doenças e enfermidades humanas.

Em vista desse grau de complexidade do ser humano (equilíbrio bio-psico-sócio-espiritual), que deve direcionar a escolha do medicamento homeopático individualizado, o tratamento pode ser mais ou menos demorado, considerando-se também a gravidade e a duração da enfermidade.

Para os sintomas físicos, com os quais estamos mais familiarizados segundo a medicina convencional, devemos observar todas as particularidades ou modalidades que os tornam característicos a cada indivíduo: tipo de dor ou sensação; localização e irradiação; época e hora de surgimento; fatores de melhora ou piora; sintomas ou sensações concomitantes; etc.

Quanto aos sintomas gerais, que representam as características generalizantes do organismo e que se relacionam aos vários sintomas melhorando ou agravando-os, devemos valorizar as seguintes modalidades: posições ou movimentos; temperatura, clima ou estação do ano; condições atmosféricas e do tempo; comidas e bebidas; transpiração, eliminações, evacuações; etc.

A grande importância dada por Hahnemann aos sintomas mentais, ou seja, às características relacionadas ao pensar e ao sentir, ao caráter e à moral, mostra a compreensão ampla que ele tinha do binômio doente-doença, por abordar um tema (psicossomática) que apenas recentemente começa a ser valorizado pela medicina convencional. São esses os sintomas mais difíceis de serem relatados, por constituírem um plano mais importante da individualidade e por delatarem nossas “limitações” e “fraquezas” (suscetibilidades) que, por defesa, buscamos esconder a todo custo. No entanto, esses mesmos sintomas estão diretamente relacionados aos desequilíbrios fisiológicos (sistema integrativo psico-neuro-imuno-endócrino-metabólico) que predispõem o surgimento das diversas classes de doenças ou enfermidades (“mente sã em corpo são”).

Na escolha do medicamento individualizado para o binômio doente-doença, a Homeopatia Unicista procura abranger com um único medicamento a totalidade característica dos sintomas, buscando na compreensão íntima do indivíduo assuscetibilidades mentais, gerais e físicas que o fazem adoecer. Importa frisarmos que a Homeopatia não é inócua, podendo causar danos ao organismo quando mal empregada, devendo-se evitar a auto-medicação pouco criteriosa.

É de fundamental importância que o paciente (ou seus acompanhantes) observe o aparecimento de qualquer mudança significativa após a ingestão do medicamento, em todos os níveis (mentais, gerais e físicos), anotando-se as suas características particulares, época de surgimento, duração, intensidade, etc. Algumas vezes, podem ocorrerreações passageiras (agravação inicial dos sintomas, retorno de sintomas antigos, episódios febris benignos, eliminação ou exoneração através da pele, das secreções ou por vias naturais, etc.), indicando que o organismo está reagindo na busca de seu equilíbrio e, por isso, devem ser respeitadas. Vale ressaltar que, quando ocorrerem, essas reações benéficas são breves e acompanhadas de uma melhora do quadro geral, tornando-se muitas vezes imperceptíveis. O surgimento de sintomas novos e incomodativos que antes não existiam, além das reações intensas e prolongadas, devem ser comunicados ao médico, de forma análoga aos efeitos adverso-colaterais do tratamento convencional.

Com esses breves esclarecimentos, desejamos auxiliar os indivíduos a compreenderem aspectos básicos do modelo terapêutico homeopático, familiarizando-os com conceitos e condutas diversas do modelo terapêutico alopático ou convencional.

Para finalizar, lembramos que segundo a compreensão homeopática do processo saúde-doença a verdadeira cura não significa o simples desaparecimento deste ou daquele sintoma em si; ela requer que o doente tenha atingido um ótimo estado de equilíbrio geral, físico, emocional e psíquico:

“No estado de saúde, a força vital imaterial, que dinamicamente anima o corpo material, reina com poder ilimitado e mantém todas as suas partes em admirável atividade harmônica, nas suas sensações e funções, de maneira que o espírito dotado de razão que reside em nós possa livremente dispor desse instrumento vivo e são para atender aos mais altos fins de nossa existência”. (Samuel Hahnemann, Organon da arte de curar, § 9)


Autor: Dr. Marcus Zulian Teixeira - www.homeozulian.med.br


Comprovação Científica do Princípio de Cura Homeopático


Frequentemente, a classe homeopática é surpreendida por críticas ao seu modelo terapêutico, na maioria das vezes por indivíduos que desconhecem os preceitos básicos da Homeopatia. O jargão mais utilizado é que a Homeopatia “não apresenta comprovação científica”.

Lembrando que os pilares fundamentais da Homeopatia são o princípio terapêutico pela similitude e aexperimentação dos medicamentos em indivíduos humanos (sadios), iremos discorrer nessa introdução sobre acomprovação científica da lei dos semelhantes, confirmada em inúmeros estudos clínicos e experimentais da Farmacologia moderna.

Importa salientar que o modelo homeopático é fundamentalmente experimental, fruto da observação criteriosa do efeito das substâncias no organismo humano. Apoiado nestas evidências, Samuel Hahnemann propôs o tratamento pelo princípio da semelhança. Nos parágrafos 63 e 64 de sua obra máxima, Organon da arte de curar, Hahnemann estipula o mecanismo universal de ação das drogas, sistematizando-o: “todo medicamento causa certa alteração no estado de saúde humano pela sua ação primária; a esta ação primária do medicamento, o organismo opõe sua força de conservação, chamada ação secundária ou reação vital, no sentido de neutralizar o distúrbio inicial”.

Observando que esta “ação secundária ou reação vital do organismo” poderia ser empregada de forma curativa, desde que direcionada no sentido correto, Hahnemann propôs um modelo terapêutico no qual se administra ao indivíduo doente um medicamento que causou (experimentação em indivíduos sadios) sintomas semelhantes aos seus, com o intuito de estimular uma reação do organismo contra a própria doença. Daí surgiu o princípio terapêutico pela similitude: “todo medicamento capaz de despertar determinados sintomas no indivíduo sadio, pode curar esses mesmos sintomas no indivíduo doente”.

Assim fundamentado, Hahnemann passou a experimentar uma série de substâncias em indivíduos considerados “sadios”, anotando todos os sintomas (ações ou efeitos primários, patogenéticos) que neles surgissem, confeccionando com isto a Matéria Médica Homeopática. À medida que defrontava pacientes com sintomas semelhantes às drogas experimentadas, aplicava-as a esses enfermos, no sentido de estimular a reação vital, secundária e curativa do organismo, obtendo com isso a melhora progressiva e duradoura dos sintomas.

Desse modo, a aplicação do princípio terapêutico homeopático implica no estimular uma reação homeostática e curativa do organismo, direcionada pelos efeitos primários da droga que causou nos experimentadores sadios sintomas semelhantes aos sintomas da doença original.

Fundamentando cientificamente o princípio da similitude perante a Farmacologia e a Fisiologia modernas, vimos estudando nas últimas décadas os eventos adversos das drogas alopáticas e encontrando uma infinidade de evidências, tanto em compêndios farmacológicos quanto em ensaios clínicos e estudos experimentais, que descrevem uma reação secundária e oposta do organismo ao estímulo primário das drogas, confirmando as observações de Hahnemann e os pressupostos homeopáticos. Esta ação secundária e oposta do organismo, no sentido de manter a homeostase orgânica, é denominada efeito rebote ou reação paradoxal do organismo, segundo a racionalidade científica moderna.

Ilustrando o acima exposto, teríamos que drogas utilizadas classicamente para o tratamento da angina de peito e que promovem, inicialmente, a melhora da dor torácica como efeito primário, despertam, como ação secundária ou efeito rebote, após a descontinuação da medicação ou tratamento irregular, exacerbação dessa dor torácica, tanto na frequência quanto na intensidade, em alguns casos não responsivos a qualquer terapêutica. Drogas utilizadas usualmente no controle da hipertensão arterial podem provocar uma hipertensão arterial rebote, como reação secundária ao estímulo primário. Agentes cardiotônicos, empregados no tratamento da insuficiência cardíaca,promovem, após a suspensão da administração, rebote hemodinâmico, com riscos de desencadear severos problemas cardíacos. Fármacos empregados para diminuir o colesterol, despertam um aumento rebote e significante do colesterol sanguíneo. No emprego de drogas psiquiátricas (ansiolíticas, sedativas, antidepressivas, antipsicóticas, etc.), observa-se uma reação do organismo no sentido de manter a homeostase orgânica, despertando como resposta secundária sintomas opostos aos esperados na sua utilização terapêutica primária, agravando os quadros iniciais. Medicamentos neurológicos, utilizados em sua ação primária para evitar convulsões, movimentos discinéticos ou contrações musculares apresentam, como reação secundária ou efeito rebote, uma exacerbação desses mesmos sintomas após a suspensão da medicação. Drogas antiinflamatórias, utilizadas primariamente para suprimir a inflamação, desencadeiam respostas paradoxais no organismo aumentando a inflamação. Drogas antiagregantes plaquetárias, empregadas por seu efeito primário na profilaxia da trombose sanguínea, promovem complicações trombóticas como ação secundária ou efeito rebote. Diuréticos, utilizados primariamente para diminuir a volemia (edema, hipertensão arterial, ICC, etc.),causam aumento da retenção de sódio e potássio, em consequência do aumento rebote da volemia. Medicamentos empregados para a acidez gástrica ou dispepsia (gastrites, úlceras gastroduodenais, etc.) promovem aumento rebote da acidez gástrica com consequente piora das gastrites e das úlceras gastroduodenais após o efeito primário antiácido. Fármacos empregados na asma brônquica desencadeiam piora da broncoconstrição, como resposta secundária do organismo à suspensão ou descontinuidade do tratamento. Etc.

Trazendo algumas das muitas evidências encontradas na Ciência moderna sobre o princípio da similitude terapêutica, completo o relato com exemplos do emprego de drogas convencionais segundo o método homeopático. Utilizando-se da reação secundária do organismo como forma de tratamento (princípio homeopático), administrou-se um contraceptivo bifásico (anovulatório) para pacientes que apresentavam esterilidade funcional, incapazes de ovular e engravidar. Após a suspensão da droga, observou-se a ovulação em aproximadamente 25% das pacientes e, dentre estas, 10% engravidaram. Outras drogas modernas poderiam ser utilizadas segundo o método homeopático de tratamento, desde que provocassem no indivíduo humano os mesmos sintomas que se desejam tratar no indivíduo doente.

Nesse breve relato, citei algumas evidências científicas do princípio de cura homeopático ou princípio terapêutico pela similitude, descritas com detalhes no livro “Semelhante Cura Semelhante: o princípio de cura homeopático fundamentado pela racionalidade médica e científica” e no projeto “Novos Medicamentos Homeopáticos: uso dos fármacos modernos segundo o princípio da similitude”ambos descritos nesse site.

Outras comprovações científicas do modelo homeopático podem ser obtidas no recente artigo de revisão Evidências científicas da episteme homeopática” ou no tópico “Literatura Científica”  citado abaixo, que compreende as diversas linhas de pesquisa em homeopatia (pesquisa clínicapesquisa básicapesquisa patogenética e pesquisa social).


Autor: Dr. Marcus Zulian Teixeira - www.homeozulian.med.br

Fonte:http://www.homeozulian.med.br/




O que é Homeopatia ?



É um método de tratamento criado pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, que se fundamenta na Lei dos Semelhantes, citada pelo Pai da Medicina Hipócrates no ano 450 a.C. Segundo esta lei, os semelhantes se curam pelos semelhantes, isto é, para tratar um indivíduo que está doente é necessário aplicar um medicamento que apresente (quando experimentado no homem sadio) os mesmos sintomas que o doente apresenta.

Exemplificando: Se uma pessoa sã ingerir doses tóxicas de certa substância, irá apresentar sintomas como dores gástricas, vômitos e diarréia; se, por outro lado, for administrada essa mesma substância, preparada homeopaticamente, ao enfermo que apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia, com características semelhantes àquelas causadas pela substância em questão, obtêm-se, como resultado, a cura desses sintomas.
Fonte: http://www.amhb.org.br


O que é o medicamento homeopático?

Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de substâncias extraídas da natureza, provenientes dos reinos mineral, vegetal ou animal.

Para que a substância da natureza seja usada como medicamento homeopático, é necessário prévio conhecimento de sua potencialidade curativa, através da experimentação no homem são. Tais substâncias podem ser tanto tóxicas quanto inertes, desde que, quando experimentadas, ofereçam a melhor similitude aos sintomas da doença a ser tratada.

As preparações básicas dessas substâncias recebem o nome de tinturas-mãe e a partir delas são iniciados os processos das diluições sucessivas.

No início de suas experiências, Hahnemann começou diluindo os medicamentos e verificou que, quanto mais diluía, minimizavam-se as reações indesejáveis. Percebeu também que ao fazer diluições sucessivas das substâncias e agitá-las diversas vezes, obtinha sempre melhores resultados, foi assim que ele chegou às doses mínimas. Desta maneira, a toxicidade das substâncias é atenuada e o potencial curativo é aumentado.

Ao processo de diluição seguido de agitação, damos o nome de dinamização (dynamis- vem do grego e significa força). Através da dinamização, se consegue despertar na substância a capacidade de agir sobre a força vital do organismo vivo.
Fonte: http://www.amhb.org.br


Por que dizem que o medicamento homeopático é só água, não tendo nada dentro?

Quando Hahnemann iniciou a experimentação, percebeu que certas substâncias não poderiam ser usadas em grandes quantidades, passando assim, a diluí-las sempre na escala de 1 para 100, criando um método reproduzível. A cada diluição chamou de Centesimal, mais tarde, para diferenciá-la de outras escalas denominou-se de Centesimal Hahnemanniana - CH. Para usá-las como medicamento procedia da mesma forma. Contudo, percebeu que, mesmo diluídas, apresentavam agravações (aumento inicial da intensidade dos sintomas) quando prescritas aos pacientes. Passou, então, a diluir cada vez mais, agitando o medicamento (sucussões), obtendo, desta forma, melhores resultados.
Mas não chega uma hora que, diluindo-se tanto, acaba a substância original?
Sim, daí a necessidade das sucussões, ou seja, agitar o frasco também 100 vezes a cada vez que se dilui. O efeito medicamentoso em homeopatia não é bioquímico, mas energético. A substância ao ser diluída e agitada, libera na água uma informação que ao ser pingada sob a língua, a transfere para o paciente. A informação ali contida estimula os mecanismos naturais de cura do indivíduo (vix medicatrix naturae), levando-o da doença para a saúde, através de suas próprias condições intrínsecas. Estudos vêm sendo realizados com as chamadas soluções não moleculares visando provar o efeito biológico, não só da homeopatia, mas de outros produtos que atuam da mesma forma: in vivo e não in vitro.
Fonte: http://www.drseleghinimedicohomeopata.com.br/


Por que a consulta homeopática é diferente da alopática?

A consulta homeopática se caracteriza por abordar uma série de sintomas e perguntas mais abrangentes do que a consulta de um médico ortodoxo. Além de fazermos os diagnósticos médicos usuais realizamos uma série de outros diagnósticos homeopáticos, inclusive, o medicamentoso, utilizando o procedimento médico Repertorização e recorrendo para tanto, à ajuda de diversos livros e computadores.
Fonte: http://www.amhb.org.br

A consulta homeopática é mais longa?

Cada ser humano tem o seu “timing” ou seja, algumas vezes chegamos a um diagnóstico rapidamente, entretanto em outras oportunidades, apesar de aplicarmos corretamente todas as técnicas, levamos mais tempo que o esperado. O tempo necessário para a realização da consulta médica homeopática dependerá basicamente da qualidade das informações fornecidas pelo paciente, a experiência do médico e os recursos disponíveis para sua realização (livros, computadores, etc). Normalmente a cada regresso do paciente, o médico avalia os sintomas pelos quais foi prescrito o medicamento, fazendo, assim, o que chamamos de uma Nova Avaliação, o que é absolutamente diferente de um simples retorno, pois implica na retomada de todo o caso. Avaliações mais freqüentes para verificar como está evoluindo um determinado quadro patológico (amigdalite, pneumonia por ex.) chamamos de Revisões. As Novas Avaliações e Revisões são solicitadas pelo médico com a finalidade de dar seguimento ao tratamento homeopático, sendo imprescindíveis para o seu sucesso.
Fonte: http://www.drseleghinimedicohomeopata.com.br/


A medicina homeopática é muito lenta para tratar as doenças?

Não, absolutamente. O que ocorre é que como a homeopatia se preocupa com as causas que levaram o indivíduo ao desequilíbrio, algumas vezes aumentando aparentemente a intensidade dos sintomas, com vistas a fortalecer os mecanismos naturais de cura e não os suprimindo simplesmente, tem-se a falsa impressão de que os medicamentos homeopáticos são lentos em sua atuação, mas, pelo contrário, se o paciente encontra-se energeticamente responsivo, a ação é notada instantaneamente.
Fonte: http://www.amhb.org.br

A Homeopatia cura todas as doenças?

Não, a homeopatia não é a panacéia universal. Como toda técnica terapêutica tem seu campo de atuação e limites. A habilidade e experiência do médico homeopata influem nos resultados, na medida em que os sintomas a serem tomados para a prescrição dependem de um acurado exame, em que a hierarquização realmente eficaz para cada caso depende muito mais da capacidade de percepção e julgamento do homeopata (adquiridas na prática diária) do que da erudição técnica. A colaboração do paciente, fornecendo os sintomas de forma clara e fidedigna, o uso ou não de outros produtos concomitantemente, a qualidade do medicamento homeopático e a condição genética (herdada) do paciente também são fatores determinantes do sucesso total ou parcial do tratamento homeopático.
Fonte: http://www.drseleghinimedicohomeopata.com.br/
OrigemdoTexto:https://sites.google.com/site/ligahomeopatiamedunicamp/o-que-e-homeopatia

Dossiê da homeopatia: especialistas tiram dúvidas sobre o tratamento

Homeopatia existe há mais de 200 anos, mas ainda provoca dúvidas em bastante gente



Homeopatia
Homeopatia pode ser consumida em diferentes formatos de medicamento
Foto: Beatriz Albuquerque/VIVA!MAIS


A homeopatia já existe há 200 anos e tem seguidores fiéis, mas ainda é um ponto de interrogação para bastante gente. O médico Dirceu de Lavôr Sales, presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), e a farmacêutica Maria Isabel de Almeida Prado, do laboratório Boiron, esclarecem o tema e quando vale a pena recorrer ao tratamento médico, em entrevista a revistaBOA FORMA.

Como ela age no organismo?
É uma terapia baseada na cura pela semelhança: ao usar uma substância capaz de produzir efeitos parecidos com os sintomas que o paciente apresenta, a homeopatia induz uma reação do sistema de defesa do organismo para curar a doença. Enquanto o tratamento alopático ataca os sintomas, a homeopatia vai estimulá-los para que o corpo se regenere.

Qual é a origem dos remédios?
Eles são feitos com base em substâncias de origem vegetal, mineral e animal várias vezes diluídas (geralmente, uma parte para 99 de água ou álcool). Por isso, os especialistas defendem que elas não pioram os sintomas nem oferecem risco de toxicidade. Os medicamentos podem ser administrados em glóbulos, como a maioria das pessoas conhece, em gotas, xarope ou pomada, por exemplo.

Quem pode se tratar com ela?
Qualquer pessoa, não importa a idade, o sexo ou a condição física - até gestantes estão liberadas. Vale saber que a terapia não tem efeitos colaterais nem provoca tolerância (que é quando o organismo precisa de cada vez mais remédio para conseguir o efeito).
Homeopatia
Homeopatia em gotas é uma das mais populares no mercado
Foto: Alex Silva/SAÚDE!
Posso associar com remédios alopáticos?
Sim. Os homeopáticos não interagem com eles, isto é, não modificam nem têm o efeito modificado pelos alopáticos.

As fórmulas encontradas na farmácia funcionam?
O ideal é que os medicamentos indicados pelo especialista sejam preparados em farmácia homeopática, no ato do pedido. É fácil encontrar medicamentos homeopáticos para males como enxaqueca e prisão de ventre, mas eles não levam em consideração a individualização do paciente e podem não ser tão eficientes quanto uma receita feita para você.

Preciso de receita médica?
No Brasil, alguns remédios homeopáticos só são comercializados com prescrição, de acordo com as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A maioria, porém, pode ser vendida sem receita, assim como na maior parte dos países que aplicam a homeopatia. Mas isso não quer dizer que você pode se automedicar. É fundamental consultar sempre um médico homeopata ou farmacêutico habilitado, que vai questionar suas queixas a fim de chegar a um diagnóstico preciso e indicar o tratamento adequado.

O que é homeopatia, como atua, 

quais indicações. Entrevista


Ariovaldo Ribeiro Filho

Entrevistei no Salutis Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho, médico especialista em Homeopatia e Acupuntura pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira. Ele é presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB) e vice-presidente da Associação Paulista de Homeopatia (APH).
Autor de inúmeras obras homeopáticas, editor e proprietário da Editora Organon, Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho falou sobre a história da Homeopatia, as diferenças em relação a Alopatia, patologias crônicas e agudas, formação dos médicos e dentistas na área etc. 
Confira.

Interviewed in Salutis Ariovaldo Dr. Ribeiro Filho, specialist in Homeopathy and Acupuncture by the Federal Council of Medicine and Brazilian Medical Association. He is president of the Brazilian Homeopathic Medical Association (AMHA) and vice president of the São Paulo Association of Homeopathy (APH).
Author of numerous works homeopathic, editor and owner of Publisher Organon, Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho spoke about the history of Homeopathy, the differences compared to Allopathy, chronic and acute diseases, training of doctors and dentists in the area etc..
Check out.

Interviewé dans Salutis Ariovaldo Dr Ribeiro Filho, spécialiste en homéopathie et l'acupuncture par le Conseil fédéral de médecine et de l'Association médicale brésilienne. Il est président de l'Association médicale brésilienne homéopathique (AMHA) et vice-président de l'Association São Paulo de l'homéopathie (APH).
Auteur de nombreux ouvrages homéopathique, rédacteur en chef et propriétaire de Publisher Organon, le Dr Ribeiro Filho Ariovaldo parlé de l'histoire de l'homéopathie, les différences par rapport à l'allopathie, les maladies chroniques et aiguës, la formation des médecins et des dentistes dans la région, etc.
Départ.