terça-feira, 14 de maio de 2013

SAIBA TUDO SOBRE O RELÓGIO BIOLÓGICO



Mulher e um relógio



Relógio biológico é uma expressão popular usada para o termo Cronobiologia, que se situa na região do cérebro conhecida por hipotálamo.
Ele é acionado pela luz, auxiliado pelos mecanismos do corpo, responsável por administrar as reações que determinarão as funções de cada sistema e de cada órgão a partir de um determinado período, como relógio, regula todo o funcionamento do organismo, desde a temperatura do corpo aos batimentos cardíacos, da pressão arterial à coagulação do sangue.

Ciclo metabólico


Mulher dormindoChamado de ritmo circadiano, envolve o ciclo do sono e vigília, atividade digestiva, produção de hormônios, regulação térmica e diversos outros processos que se repetem diariamente em todo ser vivo, o qual dura aproximadamente 24 horas e repetitivamente.
O respeito a esse ciclo é fundamental para desempenho físico, mental e bem estar da pessoa.

Tarefas do dia a dia

Mulher preocupadaSe uma pessoa tem suas atividades de trabalho à noite ou se numa viagem de avião ultrapassa diversos fusos horários, pode passar por distúrbios do sono, problemas cardiovasculares, neurológicos e endócrinos, pois o organismo está sendo obrigado a se adaptar a uma rotina que não é a dele. Isso altera o metabolismo e pode provocar o desenvolvimento de doenças.
Os americanos inventaram uma receita para colocar o corpo no seu horário normal quando ele estiver desregulado, consiste simplesmente em tomar sol, a fórmula nasceu de uma experiência com voluntários que foram submetidos a três ciclos de luz artificial que trocavam o dia pela noite, isto em ambiente fechado e sem noção de hora.


Fonte:http://www.zun.com.br/relogio-biologico-do-corpo-humano/



O funcionamento do organismo e a duração dos dias e das noites.


O termo “relógio biológico” é designado a qualquer comportamento fisiológico do organismo, seja dos vegetais ou dos animais, com atividade funcional correspondente a ciclos previsíveis.

Esse mecanismo interno do corpo humano determina o controle de vários aspectos, como a temperatura corporal e a liberação de hormônios ou de enzimas digestivas.

Em resposta harmônica ao meio ambiente, o organismo ajusta-se ao chamado ritmo circadiano. Com período de 24 horas condicionado pela luz solar (os dias e as noites), desencadeia reações metabólicas que nos sujeita às situações como: o momento que sentimos fome ou o horário que sentimos sono e até mesmo os períodos de maior disposição ou até de maior tristeza.

Em 1911, o zoólogo austríaco Karl von Frisch (1886-1982) descobriu que todo o processo é regido pela luz ou pela escuridão do ambiente, percebida por alguma parte profunda do cérebro.

Atualmente, os neurologistas têm como certo que o relógio biológico, funciona com princípio a partir da percepção luminosa, captada por 20 mil neurônios, formando um núcleo supraquiasmático (aglomerado de neurônios concisos), localizados na região posterior aos olhos.

Respeitar o ritmo circadiano é essencial para a saúde, o bem-estar e o desempenho físico e mental. Para quem trabalha no período noturno ou atravessa vários fusos horários durante uma viagem de avião, está sujeito não só a desordens do comportamento regular do sono, mas também a disfunções neurológicas, cardiovasculares e endócrinas.


Por Krukemberghe Divino Kirk da Fonseca Ribeiro


Você pode até não saber o que é Cronobiologia, mas já deve ter ouvido falar em "relógio biológico". Acredite: este "relógio" existe e está situado numa região do cérebro conhecida como hipotálamo. É ele que regula, com a precisão de um modelo suíço, o funcionamento do nosso organismo: da temperatura corporal à freqüência cardíaca, da pressão arterial à coagulação sangüínea.

"É o relógio biológico que nos obriga a acordar cedo quando poderíamos dormir até mais tarde. Atrasar esse relógio é fácil. Difícil é adiantá-lo. Por isso, reclamamos mais quando temos que acordar cedo do que quando vamos dormir tarde", explica o neurocientista John Fontenele Araújo.
E, para entender como funciona este "relógio", é que existe a Cronobiologia. "É a área da Biologia que estuda os aspectos temporais dos organismos, tanto do ponto de vista de suas relações com os ciclos ambientais, como dia/noite, quanto da organização interna, como sono e fome", conceitua o biólogo Luiz Menna-Barreto.
Graças à Cronobiologia, já sabemos que o corpo humano tem hora marcada para tudo: para ir ao dentista e sentir menos dor, para fazer sexo e ter mais prazer e até para malhar e ganhar mais músculos. "É verdade que existe um horário ideal para fazer exercícios e ter relações sexuais, mas não é possível generalizar para todas as pessoas", frisa Menna-Barreto.
A estudante Josi Souza, 23 anos, até tentou jogar futevôlei em outros horários, mas seu rendimento em quadra é melhor à noite. "Durante o dia, o sol desgasta mais e, por isso, canso mais rápido. À noite, rendo melhor porque estou mais relaxada. Faz bem ao corpo e à mente", opina Josi.
Os especialistas salientam que não é todo mundo que compartilha do mesmo ritmo biológico. Enquanto alguns preferem dormir e acordar cedo, outros se sentem mais ativos à noite. Crianças e idosos tendem a ser mais matutinos. Já os adolescentes têm um perfil mais vespertino. A grande maioria, no entanto, vive em um situação intermediária.
Um dos dados mais curiosos da Cronobiologia é o que diz respeito à famosa sonolência que acomete boa parte dos mortais depois do almoço. Segundo Araújo, o corpo humano foi programado para tirar uma "sesta" após a principal refeição do dia. A justificativa é uma queda no nível de adrenalina, o hormônio que acelera o ritmo cardíaco.
"Os últimos estudos indicam que o ideal seria cochilar de 15 a 25 minutos após o almoço. Esse período de descanso, porém, não pode ser longo. Caso contrário, você vai sentir dificuldade para ficar alerta. É como desligar o carro em lugar frio. Depois, para o motor pegar de novo, demora um pouco", compara Araújo.

Saber horário de crises ajuda a superá-las

O "relógio biológico" determina também os horários de maior incidência de doenças, como asma, diabetes e infarto. Segundo o pneumologista José Manoel Jansen, as crises de asma são mais freqüentes de madrugada, por volta das 4h. Tudo por causa da queda na produção de cortisol, hormônio que tem efeito analgésico no organismo. "Se a asma tende a piorar às 4h e um remédio leva oito horas para fazer efeito, o correto é receitá-lo por volta das 20h", observa.
O aposentado Maurílio Luiz Machado, 75 anos, aprovou a prática clínica da Cronobiologia. Asmático desde criança, deixou de passar as madrugadas em claro, com chiado no peito e falta de ar, desde que começou a tomar o remédio religiosamente às 20h.
"Na infância, tinha crises horríveis. Não podia ficar gripado que logo tinha falta de ar. Hoje, não vou para a cama sem a minha bombinha. Se esqueço de usá-la, espirro tanto que fico sem ar", afirma o aposentado.


Fonte:http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI3184058-EI1497,00-Saiba+mais+sobre+o+relogio+biologico.html



Ritmo Circadiano: Relógios Biológicos Dentro do seu Corpo



Imagine o corpo humano como um grande relógio, ou, melhor ainda, um conglomerado de relógios sincronizados determinando a hora de acordar, conversar, comer, dormir, etc... Todas as formas de vida respondem aos ciclos do sol, da lua e das estações: é o relógio biológico – ou, usando termos mais científicos, o Ritmo Circadiano (Ciclo Circadiano é uma redundância, uma vez que circadiano já significa "ciclo de um dia"). Nosso corpo possui mais de 100 ritmos circadianos e a ciência que os estuda é chamada de Cronobiologia.
Estamos de tal forma habituados a este relógio interno que muitas vezes sequer lembramos de sua existência. Ele governa todos nós com um ciclo que é correspondente ao tempo de uma rotação terrestre. Cada ciclo de 24 horas influencia uma função do nosso corpo: temperatura, níveis hormonais, ritmo cardíaco, pressão arterial e até mesmo sensibilidade à dor. O ritmo circadiano mantêm o corpo alerta durante as horas de claridade (dia) e ajuda-o a relaxar à noite. É capaz até mesmo de nos acordar pela manhã quando esquecemos de ligar o alarme no relógio da cabeceira. Infelizmente, ele também nos acorda nos dias em que poderíamos dormir até um pouco mais tarde...
Nós, os fungos e as moscas ?
Ao estudar espécies tão diferentes como fungos, moscas, camundongos e outros organismos, os cientistas descobriram que o relógio biológico é controlado por determinados genes em comum: pesquisadores da Northwestern University, nos EUA, descobriram que um mesmo gene, chamado de "gene-relógio", possui a mesma função em moscas e camundongos. Três genes-relógio em particular são os mesmos em vários diferentes organismos e parecem formar a base de um relógio rudimentar preservado em todas as espécies.
Alguns desses genes-relógio também regulam ou estabilizam a atividade de outros genes, mas ainda não se sabe exatamente como as proteínas codificadas por estes genes afetam as funções corporais. Mutações nos genes-relógio geralmente provocam grandes mudanças no ciclo – em seres humanos, isto significa uma completa incapacidade em sincronizar o próprio ciclo com o ambiente, resultando em distúrbios do sono e outros problemas.
Marcapassos do Sistema Circadiano
Nos mamíferos, o relógio biológico localiza-se numa porção do cérebro chamada Hipotálamo, mais especificamente na região denominada Núcleo Supraquiasmático (NSQ). Em alguns insetos, o relógio está na retina dos olhos. Nos pássaros, o relógio pode ser encontrado no hipotálamo ou na glândula pineal (hipófise). Via de regra, estes relógios estão vinculados a fotorreceptores que sincronizam o relógio interno com a luz do sol. As estruturas cerebrais que regulam a geração de ritmos e sua interação com estímulos cíclicos são chamadas, em conjunto, de Sistema Circadiano.
A luz solar ao atingir fotorreceptores na retina do mamíferos, desencadeia estímulos que viajam até o cérebro através do nervo óptico. No cérebro, estes estímulos dirigem-se ao NSQ, determinando os períodos do ciclo. As fibras nervosas também levam sinais do Sistema Nervoso Central para a hipófise, afetando diversos níveis hormonais.
Por exemplo: os níveis de cortisol (um hormônio que afeta o metabolismo e o sistema imune), são maiores entre 6 e 8 da manhã, diminuindo gradualmente durante o dia. Ao mudar o padrão de sono, o pico de cortisol se adapta em correspondência. O hormônio do crescimento (GH), por sua vez, aumenta com o sono em crianças – os níveis máximos são atingidos nas primeiras duas horas de sono. Se a criança apresenta distúrbios do sono, a produção de GH cai, prejudicando seu desenvolvimento.
Os derrames e os ataques cardíacos são mais comuns no período da manhã do que em qualquer outro horário do dia. Muitas pessoas podem pensar que não é seguro, então, exercitar-se pela manhã. Todavia, a culpa não está no exercício, mas nas alterações presentes no corpo no período matutino: o sangue se coagula mais rapidamente por volta das 8 horas da manhã e a pressão também se eleva neste horário, permanecendo assim até o final da tarde (quando começa a cair, atingindo seu ponto mais baixo durante a noite). Estas alterações ocorrem independentemente da atividade física. Exercícios são benéficos em qualquer hora do dia.
Ainda, atletas experimentam picos de temperatura, força e flexibilidade no final da tarde – e este é o melhor período do dia para competirem. À tarde, a sensibilidade à dor também é menor e são necessárias doses menores de anestesia para obter os efeitos desejados.
Danos ao NSQ interrompem ou eliminam o ritmo diário nos animais. Este marcapasso também pode ser regulado por estímulos não-luminosos, como exercícios, drogas, neurotransmissores e hormônios. À medida em que envelhecemos, o marcapasso cerebral perde células, alterando os ritmos circadianos – e isto pode explicar o ritmo "desregulado" de pessoas mais idosas.
É possível que existam outros marcapassos nos mamíferos. Por exemplo, existem evidências de que um segundo marcapasso sincronizem o comportamento com ciclos diários de disponibilidade de alimento. Algumas evidências apontam para a existência de marcapassos que regulam o ciclo diário de temperatura do corpo e outros ritmos associados.
E essa tal de melatonina ?
Os batimentos do relógio interno são controlados pela produção de Melatonina pelo corpo. A melatonina é um hormônio secretado pela hipófise e pode ser encarada como o óleo que lubrifica o relógio. À medida em que envelhecemos, o corpo produz quantidades menores de melatonina.
A hipófise é influenciada pela luz e a melatonina nos deixa sonolentos. Assim, a hipófise diminui a produção de melatonina durante o dia - mantendo-nos alertas - e aumenta sua produção à noite.
Regulando seu relógio
Dormir uma ou duas horas mais tarde além do horário habitual também pode causar problemas. É mais difícil acordar na manhã seguinte e não raramente passamos o dia irritados e com dor de cabeça. Isto pode não ser simplesmente "falta de uma noite bem dormida", mas uma anormalidade no ritmo circadiano. Neste caso, a pessoa está em um ritmo onde o corpo quer descansar das 4 da manhã até às 5 da tarde.
Manter um horário regular para o sono e as refeições, praticar exercícios durante o dia (e não à noite, aumentando a carga circulante de adrenalina e prejudicando o sono) e relaxar por alguns minutos antes de ir para a cama são táticas que ajudam o bom funcionamento do relógio biológico.
Avanços na pesquisa do ciclo circadiano
Uma das descobertas mais importantes dos últimos 10 anos, abordando o ritmo circadiano dos mamíferos, foi a percepção de que os ritmos podem ser modificados com alguns estímulos: a exposição a luzes especiais em certos períodos pode regular o relógio, aliviando sintomas de insônia e outras alterações do sono, até mesmo melhorando certos quadro depressivos. Exercícios noturnos também podem ser úteis quando se precisa modificar o relógio.
Algumas pesquisas sugerem que a Melatonina, administrada em períodos específicos, pode ser útil para corrigir os ritmos diários, ajudando a vencer os sintomas de jet-lag e outros distúrbios do sono.
(Jet-lag é um distúrbio causado por viagens com grandes mudanças de fuso horário. O viajante experimenta dores de cabeça, irritabilidade e uma incômoda sensação de mal-estar. Jogadores de futebol, por exemplo, sofrem de Jet-lag quando viajam para jogos internacionais, e isto pode interferir no seu desempenho atlético).
Muitos laboratórios analisam a anatomia e a eletrofisiologia do NSQ. As células do núcleo são extraordinariamente robustas e mantêm seu ritmo de 24 horas mesmo quando isolados ou cultivadas em meios de cultura. No futuro, acredita-se que elas poderão ser transplantadas para animais arrítmicos, restaurando seu relógio interno.
Referências selecionadas:
1. Boletins de Neurociência.
2. Boletins de Estudos Biológicos.
3. Boletins do Circadian.com.
4. Turek FW. Circadian rhythms. Recent Progress in Hormone Research 49: 43-90, 1994.
5. Vitaterna MH, King DP, Chang AM, Kornhauser JM, Lowrey PM, McDonald JD, Dove WF, Pinto LH, Turek FW e Takahashi JS. Mutagenesis and mapping of a mouse gene, Clock, essential for circadian behavior. Science 264: 719-725, 1994
6. Penev PD, Zee PC, Wallen EP e Turek FW. Aging alters the phase-resetting properties of a serotonin agonist on hamster circadian rhythmicity. American Journal of Physiology 268: R293-298, 1995.



Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/fisiologia/3645




Estudo identifica 'gatilho' que aciona relógio biológico



Sono
A descoberta pode ajudar a tratar distúbios do sono

Pesquisadores americanos afirmam que identificaram um dispositivo químico que aciona o mecanismo genético que regula o chamado “relógio biológico” do corpo humano.

O novo estudo, publicado na revista científica Nature, afirma que, apesar de o processo envolver vários genes complexos, o mecanismo do relógio biológico é controlado, em última instância, pela ação de um único aminoácido.

Os cientistas, da Universidade da Califórnia, acreditam que a descoberta do aminoácido possa ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para os distúrbios do sono, que atuem diretamente no funcionamento deste dispositivo.

Para Paolo Sassone-Corsi, que liderou o estudo, “a ação que desperta o dispositivo é tão específica que parece ser uma tarefa perfeita para compostos que possam regular esta atividade”.

Relógio

O relógio biológico é um mecanismo que regula 15% da atividade de todos os genes humanos e que controla várias funções do corpo humano, como padrões de sono, hormônios, metabolismo e o comportamento.

A interrupção desse ritmo de atividade pode afetar a saúde e está relacionado com doenças como insônia, depressão, problemas cardíacos, câncer e outros distúrbios neurodegenerativos.

O relógio biológico é controlado pelos genes CLOCK (relógio, em inglês) e BMAL1.

O novo estudo descobriu que um aminoácido em uma proteína produzida pelo gene BMAL1 passa por uma modificação que aciona a seqüencia genética de eventos ligados na marcação do ritmo de várias funções do corpo.

Os pesquisadores estão testando anticorpos para tentar controlar a atividade deste aminoácido.

Segundo Neil Stanley, especialista em distúrbios do sono no Hospital Universitário de Norwich, a ciência já classificou 89 tipos diferentes de distúrbios, mas os medicamentos atuam apenas no mesmo neurotransmissor, chamado GABA.

“Os problemas de insônia são muito individuais, mas atualmente temos apenas um tratamento para todos os distúrbios – nossa coleção de métodos não é exatamente grande”, afirma.

Para ele, a descoberta do aminoácido responsável por regular o relógio biológico pode ajudar no tratamento destes distúrbios. “Um novo alvo pode permitir o desenvolvimento de tratamentos mais específicos, e oferecer aos pacientes um cuidado mais personalizado”.
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/12/071213_relogiobiologico_np.shtml

Adolescentes têm relógio biológico diferente


Pesquisadores australianos acabam de confirmar o que muitos pais já suspeitavam: os adolescentes não têm um horário equilibrado. Muitos adolescentes não dormem o suficiente e têm dificuldades na escola porque seu relógio biológico os transforma em uma espécie de ave noturna, segundo o estudo publicado nesta terça-feira no Journal of Adolescence por três pesquisadores da Universidade Tecnológica de Swinburne (Melbourne, sudeste da Austrália).
A maioria dos adolescentes é obrigada a despertar até duas horas e meia antes do que seu ritmo natural exige, destaca o estudo. Os pesquisadores analisaram 310 alunos australianos durante o período escolar e as férias e concluíram que nas férias os adolescentes dormem mais de nove horas por dia, contra menos de oito horas durante as aulas.
Segundo o estudo, as nove horas de sono são mais adequadas aos adolescentes. A falta de energia, a irritabilidade, a tristeza e as atitudes negativas são alguns dos efeitos das poucas horas de sono.
Cada indivíduo tem uma predisposição genética para acordar cedo ou tarde, mas durante as mudanças hormonais da adolescência, os jovens começam a dormir mais tarde e, se possível, também acordam mais tarde, explica Suzanne Warner, co-autora do estudo.
A causa da mudança é a melatonina, um hormônio que diz ao corpo que ele precisa dormir. Na puberdade, este hormônio é secretado cada vez mais tarde. Os fatores ambientais também desempenham seu papel, segundo Suzanne Warner, que cita a luz artificial, que tende a reduzir a quantidade de melatonina secretada, e o uso do computador, que faz o jovem esquecer do sono.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2722814-EI298,00.html


Impacto do horário de verão no corpo humano



horario-verao-cronobiologia

No horário de verão os relógios foram adiantados em uma hora.
Se para algumas pessoas isso significa apenas mais uma hora de dia claro, para outras é sinônimo de sonolência e mau humor. De acordo com Lúcia Rotenberg, pesquisadora do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), isso acontece porque a mudança não afeta somente os relógios que temos à nossa volta, mas altera também nosso relógio biológico. Com base na cronobiologia, a pesquisadora explica como o corpo humano se ajusta ao horário de verão e altera nosso relógio biológico – e por que algumas pessoas têm mais dificuldade para a adaptação.


1) O que é o relógio biológico e qual a sua função?
Lúcia Rotenberg: Nosso corpo apresenta diversos ritmos biológicos, ou seja, fenômenos que se expressam de maneira periódica, indo desde a secreção de um hormônio até um comportamento, como o sono e a vigília. Estes ritmos são controlados por uma estrutura do sistema nervoso, chamado núcleo supraquiasmático, localizada no hipotálamo anterior, uma região do cérebro que atua como principal centro integrador das atividades dos órgãos viscerais. Esta estrutura é denominada “relógio biológico”, uma vez que é responsável pela temporização das funções biológicas.


2) Como a mudança para o horário de verão pode interferir em nosso relógio biológico?
Lúcia Rotenberg: Características herdadas geneticamente e informações cíclicas do ambiente interferem no nosso relógio biológico que, em condições normais, está adaptado ao ambiente externo. No entanto, quando o ambiente se modifica – como no horário de verão –, o organismo também precisa se ajustar. Desta forma, os horários que regulam nossas vidas, como parte do ambiente social onde estamos inseridos, podem interferir em nosso relógio biológico. Este fenômeno é o mesmo que ocorre quando cruzamos fusos horários em uma viagem, por exemplo.


3) Por que a mudança para o horário de verão afeta algumas pessoas e outras não?
Lúcia Rotenberg: A Cronobiologia, ciência que estuda os ritmos e os fenômenos físicos e bioquímicos periódicos que ocorrem nos seres vivos, dá a resposta. A forma como cada indivíduo vivencia as alterações de horário depende da característica genética de cada um, pois as pessoas apresentam cronotipos diferentes. Algumas pessoas são do tipo matutino, com maior predisposição genética para realizar suas tarefas bem cedo. Essas pessoas possuem o relógio biológico adiantado e, por isso, tendem a dormir cedo e levantar cedo. Outras são vespertinas, ou seja, tendem a dormir tarde e acordam mais tarde. A tendência matutina ou vespertina também se expressa em outros ritmos biológicos, como o ciclo de temperatura corporal. O pico de temperatura do corpo, por exemplo, é atingido mais cedo pelos matutinos do que nos vespertinos.


4) Quem tende a sofrer mais com a mudança de horário, os matutinos ou os vespertino?
Lúcia Rotenberg: As pessoas matutinas costumam sofrer mais com a alteração do horário. Há indícios de que pessoas que tendem a dormir pouco (chamadas de pequenos dormidores) também apresentariam maior dificuldade em relação à implantação do horário de verão.


5) Quais são as principais mudanças comportamentais que essas pessoas sofrem e quanto tempo em média os desconfortos podem ser sentidos?
Lúcia Rotenberg: Enquanto o organismo não se ajusta completamente ao novo horário, as pessoas se sentem mais irritadas e mal humoradas, com sensação de cansaço e sono durante o dia. No entanto, esse desconforto fica restrito aos primeiros dias e a queixa costuma ir embora em até uma semana depois da implantação do novo horário, tempo costuma ser o suficiente para a adaptação entre a maioria das pessoas.


Texto por Cristiane Albuquerque Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz


Fonte:http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/saude/775-impacto-horario-de-verao-corpo-humano.html


O tempo certo do corpo

Cientistas desvendam os ritmos do organismo e usam as informações para aumentar o desempenho no esporte, no trabalho e até para criar novos remédios


Se você precisa se submeter a uma cirurgia, talvez seja melhor marcar o procedimento para a parte da manhã. Mas se o seu caso é fazer bonito no trabalho, reserve as horas do meio até o final da tarde para preparar aquele relatório que o seu chefe tanto aguarda. Dessa maneira, você certamente sentirá menos dor após a operação ou terá boas chances de ganhar mais um ponto na carreira. Essas recomendações não são fruto de batidos livros de auto-ajuda ou de gurus que dizem prever o futuro. Elas são baseadas nas descobertas da cronobiologia, um ramo mais recente da ciência que estuda os ritmos biológicos, sua interação com o ambiente e como o ser humano - ao conhecê-los e respeitá-los - pode aproveitá-los para melhorar o desempenho na vida pessoal, social e profissional.
Até pouco tempo atrás restrita aos laboratórios das instituições de pesquisa, essa nova ciência começa agora a ganhar espaço entre a população com a publicação de livros a respeito do assunto. O mais recente é o Sex sleep eat drink dream, a day in the life of your body (Sexo dormir comer beber sonhar, um dia na vida do seu corpo), de Jennifer Ackerman. Nele, a escritora científica faz uma compilação de vários estudos da área. Lançado no ano passado nos Estados Unidos, o livro está entre os mais vendidos. A autora prevê que seja lançado por aqui dentro de um ano.
O grande segredo do sucesso que o assunto faz entre os leigos é justamente o fato de a cronobiologia estar decifrando para o homem um mecanismo que lhe é inato, importantíssimo para o bom funcionamento do corpo e da mente, mas que até então era pouco conhecido. Pode parecer incrível, mas só a partir dos anos 90 é que os cientistas - na verdade, os pioneiros da cronobiologia - obtiveram mais detalhes sobre o relógio biológico, o principal astro do mecanismo que sincroniza o vai-e-vem de processos como a temperatura, pressão arterial, freqüência cardíaca e as funções renais e endócrinas com a alternância entre dia e noite.
Os achados feitos a seu respeito denunciam mais uma das belas e complexas engrenagens do organismo. Acionados pela luz, são os ponteiros do corpo que vão coordenar uma cascata de reações bioquímicas que pautarão todas as funções de órgãos e sistemas. É esse relógio, por exemplo, que determina quando um hormônio deve subir em concentração no sangue ou quando deve diminuí-lo a níveis muito baixos. E faz isso regido por uma lógica própria e bastante inteligente, voltada para a adequação da função a ser desempenhada de acordo com a parte do dia ou da noite. Um exemplo claro dessa perfeição é o que ocorre logo após o almoço. Guiado pelo relógio biológico, o corpo diminui a produção de hormônios responsáveis pelo estado de alerta para centrar esforços na fabricação de hormônios importantes para o processo da digestão. "Essa é uma das razões da sonolência típica do período", explica o neurocientista John Fontenele Araújo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e um dos principais estudiosos brasileiros de cronobiologia. Ao mesmo tempo, também sob a batuta do tal relógio, o corpo baixa sua temperatura e envia mais sangue para o sistema digestivo, fechando um pacote que aumenta o sono, mas em compensação mobiliza o organismo para o que, naquele momento, é o mais importante.
É por causa de constatações como essas que os conceitos da cronobiologia têm despertado tanto interesse. Afinal, são informações úteis para definir ações nas mais variadas áreas da vida humana - desde recomendar a melhor parte do dia para fazer um exercício de alta performance até qual o horário ideal para tomar um medicamento. Na Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos, por exemplo, funciona um grupo coordenado por Jim Waterhouse, um dos grandes pesquisadores da área. Neste centro, os cientistas já chegaram a conclusões interessantes, algumas relacionadas ao tempo do corpo e o exercício físico. "O melhor horário para ganhar condicionamento e aumentar a resistência é no fim da tarde e início da noite. Neste período, o alerta e a motivação estão em alta", disse Waterhouse à ISTOÉ. A pesquisadora Leana Araújo, do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício Físico da Unifesp, com quem Waterhouse desenvolve um trabalho em comum, adiciona outra explicação para a escolha do momento para os exercícios pesados. "No final da tarde, a percepção corporal está mais aguçada, o que eleva a rapidez nas reações de proteção para não sofrer lesões", diz Leana.
Outra área que vem se valendo dos dados da nova ciência é a de produção e administração de medicamentos. "Muitas bulas, lidas com atenção, já preconizam horários adequados para o consumo de remédios", afirma o cientista Luiz Menna-Barreto, um dos primeiros do Brasil a estudar os ritmos do corpo. Existe uma droga contra hipertensão, por exemplo, que deve ser ingerida à noite, antes de dormir. Ela foi desenvolvida para apresentar seu pico de ação no começo da manhã, horário em que ocorre boa parte dos infartos. Na França, esse tipo de informação está sendo levado tão a sério que alguns hospitais começam a aplicar remédios em horários específicos para que tenham melhor efeito.
Por lá, as pesquisas básicas também estão bastante avançadas. Um dos cientistas mais destacados é Francis Levi, da Unidade de Cronoterapia do Serviço de Cancerologia do Hospital Paul Brousse, da Universidade de Paris. Ele estuda meios de usar a cronobiologia para a criação de novos medicamentos e a melhor utilização dos já existentes. Ele e sua equipe têm comprovado que os diferentes ritmos do organismo ao longo do dia podem influir na eficácia, toxicidade e tolerabilidade das drogas. Estudos em ratos mencionados por Levi num dos artigos científicos enviados por ele à ISTOÉ mostraram que a mesma dose de um fármaco pode ser letal se administrada em certos momentos do dia ou da noite, mas tem pouco efeito adverso quando dada em outro horário. No ser humano, segundo Levi, a conciliação entre o momento da administração e os tempos dos ritmos gerais e relógios moleculares de cada órgão - estes regidos por genes chamados de clock genes - pode se traduzir em resultados clinicamente relevantes.
No Brasil, também existem estudos sobre o tema em andamento. O fisiologista Mário Miguel, do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento de Ritmos Biológicos da Universidade de São Paulo, estudou a variação ao longo do dia do efeito da ciclofosfamida - droga que reduz a atividade do sistema de defesa para não haver rejeições de órgãos. "Perto do meio-dia seu efeito é maior e mais positivo", conta o pesquisador.
Porém, como qualquer coisa que diz respeito ao ser humano, é claro que há variações individuais nos horários de cada relógio biológico. Embora cerca de 80% da população siga praticamente em um mesmo ritmo, há aqueles que têm seu potencial concentrado na manhã, na tarde ou na noite. São os chamados matutinos ou vespertinos. Para esses indivíduos, ser obrigado a trabalhar ou realizar alguma atividade importante no período em que seu corpo está com o desempenho baixo representa um sacrifício.
A verdade é que viver na contramão do próprio relógio biológico pode ter conseqüências sérias do ponto de vista social, profissional e também sobre a saúde. Estudos sugerem que uma rotina irregular que exija esforços de adaptação intensos e por tempo prolongado influencia no desenvolvimento de diversas doenças, como o câncer. "O desajuste do relógio biológico altera o ciclo de vida das células, predispondo a enfermidades", explica o neurocientista Araújo, da UFRN. No último número da revista Chronobiology International, pesquisadores israelenses publicaram um trabalho cujos resultados vão ao encontro do que diz o cientista brasileiro. Um grupo de estudiosos da Universidade de Haifa constatou que mulheres que vivem em áreas bem iluminadas - portanto, que têm o ritmo biológico alterado pelo excesso de luz - apresentam maior risco de desenvolver câncer de mama. De acordo com os cientistas, tudo indica que a luz interfere na produção de um hormônio importante, a melatonina. Agora, os pesquisadores querem investigar a fundo a associação desta substância com o risco elevado para o tumor. Todas essas revelações começam a desenhar novos caminhos para a organização da vida. A Organização Mundial da Saúde, por exemplo, já se baseia em dados da cronobiologia para sugerir novas diretrizes no campo da saúde do trabalhador. Afinal, como se vê, ignorar o relógio biológico pode gerar problemas. Se for respeitado, é um grande aliado.
Agenda do corpo
Há períodos do dia em que algumas funções estão mais ativadas do que outras. Porém, é óbvio que não há limites rígidos de horários e que há variações - para mais e para menos - de acordo com cada organismo. Além disso, essas regras não se aplicam aos 25% da população que têm atividades em horários irregulares, como profissionais que alternam plantões diurnos e noturnos

GINÁSTICA O hormônio cortisol atinge o nível máximo por volta das 8 horas. Os matutinos estão com a atenção no ponto certo para começar o dia. Quem acorda mais tarde sente maior dificuldade de executar tarefas que exijam atenção. É uma boa hora para exercícios físicos leves, como ginásticas orientaisPRESSÃO Os ataques cardíacos são mais comuns neste período, quando há uma elevação súbita da pressão arterial. Há remédios para hipertensão que devem ser tomados após o despertar
BARBEAR A coagulação sangüínea é melhor. Por volta das 8h, as plaquetas do sangue são mais abundantes do que nas outras horas do dia. Boa hora para fazer a barbaCIRURGIAS Os matutinos estão no auge. A concentração e a atenção dos vespertinos estão em nível médio em relação ao potencial máximo. É bom período para exercícios físicos moderados, como caminhada. As taxas de endorfinas, que são anestésicos naturais, começam a subir. Sente-se menos dor. Bom momento para ir ao dentista ou fazer cirurgias
MEMÓRIA Por causa da principal refeição do dia, o organismo manda mais sangue para o sistema digestivo e há uma queda da temperatura. Por isso, há sonolência. Não são recomendadas atividades que exijam reações rápidas, como dirigir. Se possível, é bom tirar um cochilo de 20 minutos. Descansa e refresca a memória
ESTUDO A temperatura do corpo atinge seu auge. Essa elevação está associada a maior concentração, memória, atenção visual, destreza e tempo de reação. É o melhor período para realizar trabalhos e tomar decisões importantes e estudar. O fígado também está mais ativo entre 17 e 18 horas. Isso quer dizer que as bebidas alcoólicas são melhor metabolizadas
MALHAÇÃO PESADA A temperatura corporal atinge o auge. A elevação está associada a maior força muscular, metabolismo, flexibilidade e tempo de reação. Continua a fase propícia à atividade cerebral e física. Tempo para exercícios físicos de alta performance, como ciclismo e natação
RELAXAR A tendência é ganhar sonolência e por isso é tempo de relaxar. Os matutinos apresentam alta propensão ao sono e não devem envolverse em atividades que demandem concentração. Os vespertinos ainda conseguem ter bom desempenho
COMER Estudos sugerem que é melhor comer menos proteínas e mais carboidratos - uma sopa de mandioquinha, por exemplo, cai bem. Eles reduzem o tempo que se leva para adormecer depois de ir para a camaACIDENTE A temperatura atinge seu ponto mínimo entre 3 e 4 horas, com queda da atenção e dos reflexos. É nesse horário que ocorre o maior número de acidentes nas rodovias
ALERGIA Crises alérgicas e de asma são mais freqüentes de madrugada, quando as passagens bronquiais têm seus diâmetros reduzidos, contribuindo para o agravamento dos sintomas. A febre também piora neste períodoSEXO Bom momento para o sexo. Nos homens, os níveis de testosterona atingem seu ápice no final do sono e começo da manhã, ou seja, entre 5 e 7 da manhã. Quanto mais testosterona, mais desejo. Além disso, nas primeiras horas da manhã é a hora em que o corpo está mais descansado e, portanto, o casal tem mais disposição física.
Produção: L A Braga Junior/Juliana Scchneider Beleza: Adilson Vidal; Assistente: Amazon Ray
Fontes: Mário Miguel, fisiologista, da Universidade de São Paulo; Leana Gonçalves Araújo, fisioterapeuta, do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício Físico da Universidade Federal de São Paulo



Fonte:http://www.istoe.com.br/reportagens/1497_O+TEMPO+CERTO+DO+CORPO


Relógio Biológico na Medicina Tradicional Chinesa


Completando a desarmonia da insônia, temos o relógio biológico, que de certa forma, aponta a causa da insônia.
O corpo humano tem uma estreita relação com a natureza, isso resulta da adaptação de todoas as coisas vivas às mudanças do ambiente físico, tais como evolução do planeta terra (rotação, etc…) e do predomínio de algumas estruturas dentro do corpo. Os órgãos precisam de tempo para recompor sua energia e a cada duas horas um dos órgão/vísceras é o responsável em manter o metabolismo do organismo.



Na Medicina Tradicional Chinesa existe um fenômeno que acontece que é responsável pelo controle biológico do organismo, no momento em que acontece a circulação energética. Embora exista um fluxo energético constante e polarizado de energia em cada meridiano ou canal, sempre haverá, dependendo da hora do dia, uma quantidade maior de energia em um dos canais, determinando o que se conhece como “relógio cósmico ou biológico”.
A energia vital inicia sua ação no Meridiano do Pulmão, passando depois ao Meridiano do Intestino Grosso, em seguida ao do Estômago, do Baço-pâncreas, do Coração, do Intestino Delgado, da Bexiga, dos Rins, ao Meridiano de Circulação-Sexualidade, ao Triplo Aquecedor, ao da Vesícula Biliar, e por último ao do Fígado. Então, volta ao Meridiano do Pulmão, fechando o círculo e iniciando outro no mesmo instante.
Graças a esse “relógio”, sabendo em que momento o canal principal de energia está sendo “abastecido”, torna-se possível equilibrar todo o sistema energético de uma pessoa, canalizando essa energia mais concentrada para meridianos com escassez de energia.
De modo geral, a cada 2 horas a energia vital concentra-se em um meridiano determinado.
Esse circuito é útil para todas as técnicas ligadas à acupuntura, seja a aplicação de agulhas, a massagem ou o calor e também para verificar o bom funcionamento dos órgãos, como por exemplo, do intestino grosso, se este não está funcionando das 5 às 7 horas, estará atrasado e pode precisar ser estimulado. Ou por exemplo: o horário que costuma ser um dos piores para os problemas respiratório, as 4horas da madrugada! Período de pico das crises de asmas e bronquites.

Durante a noite não é diferente, cada duas horas um órgão é responsável pelo metabolismo basal do indivíduo enquanto ele dorme. Normalmente, quando um órgão está com a energia alterada (fraca), no horário correspondente a ele, o indivíduo acorda. Desta forma, todos os órgão jogam energia ao organismo… Passando as 2 horas correspondentes ao órgão com energia fraca o indivíduo volta a dormir.
Não conseguiu voltar a dormir? Então precisa equilibrar-se afinal, mais de um órgão está sem energia. Perceba se isso é frequente, e aproximadamente no mesmo horário! Se for, é um desequilibrio nos órgãos do seu relógio biológico

Ajude a ajustar seu “relógio”:

Pulmão – horário: 03 horas às 05 horas
Intestino Grosso – horário: 05 horas às 07 horas
Estômago – horário: 07 horas às 09 horas
Baço-Pâncreas – horário: 09 horas às 11 horas
Coração – horário: 11 horas às 13 horas
Intestino Delgado – horário: 13 horas às 15 horas
Bexiga – horário: 15 horas às 17 horas
Rim – horário: 17 horas às 19 horas
Circulação-Sexo - horário: 19 horas às 21 horas
Triplo-Aquecedor - horário: 21 horas às 23 horas
Vesícula biliar – horário: 23 horas à 01 hora
Fígado – horário: 01 hora às 03 horas



Fonte:http://portaloriental.com.br/2010/04/12/relogio-biologico/