HOMEOPATIA E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL



Um assunto muito em voga nos dias atuais é o Desenvolvimento Sustentável. Muitos já ouviram falar mas não se dão conta da abrangência que envolve esse tema e a sua importância para a manutenção da vida no planeta.



A primeira ideia que vem à mente quando se trata de Desenvolvimento Sustentável é o tratamento do lixo com a visão de reciclagem.


A sustentabilidade vai mais além, visando à promoção de uma vida confortável que possibilite às futuras gerações a usufruição dos recursos, como o faz a presente civilização.


A base ambiental é a mais conhecida, vislumbrando a natureza com o manejo dos seus recursos. Esse tema supera a ideia inicial de intocabilidade dos recursos naturais, passando a ser valorizado o seu uso racional, para que o homem possa continuar desfrutando deles, de modo que as futuras gerações também o possam fazer. Também sob essa ótica os estudos abrangem uma visão integralista, complexista, sistêmica, já que foi entendido que o universo é um sistema de peças interligadas em constante integração e só assim pode ser compreendido. Além das múltiplas interferências percebidas, outras sutis também são consideradas, ressaltando-se que as influências percebidas que vão além das físicas, alcançando as psicológicas, sociais, e de outras dimensões.


Somente a visão ambiental não estava trazendo resultados na busca da mudança comportamental, assim verificou-se que a filosofia precisava de outras bases para que se concretizassem as ideias surgidas sob esse fundamento. Assim, foram agregadas a visão econômica e social ao tema.


Como vivemos num mundo capitalista, cuja mola-mestre é o dinheiro e acumulação de capital, não foi possível ignorar este fator como base para a mudança pretendida. Diante disto, o fator econômico foi inserido na filosofia com vistas a lhes dar sustentação. Este pilar pode ser visualizado na busca de apoio financeiro para projetos, descoberta de novos processos e matérias nas linhas de produção, sobretaxa nos produtos mais degradantes da natureza, incentivos aos comportamentos menos prejudiciais, etc.


Por se tratar de uma sociedade organizada, sob uma gerencia governamental, foi necessária a vontade política para o desenvolvimento dessa cultura, que forma a base social do tripé. Ela acolhe os movimentos da sociedade, as legislações e projetos, os cursos e programas com vista a mudança de comportamento.


Assim, sob essa base se construiu o novo conceito de Desenvolvimento Sustentável, sustentado pelo tripé econômico, social e ambiental.


Hoje, o assunto já começa a ser tratado nos primeiros anos do ensino, visando a mudança no comportamento do cidadão. Os governos já estão produzindo campanhas e legislações que incentivam, proíbem certos processos e até a geração de punição para certos descumprimentos. No plano econômico verifica-se a descoberta de novos processos e materiais para responder ao clamor da nova sociedade mais consciente dos riscos que correm com a degradação da natureza.


Nesse panorama observa-se que a sustentabilidade busca uma natureza que forneça elementos para a manutenção do progresso e que as futuras gerações também possam usufruir dos recursos dos quais dispomos.


Para que o homem possa pensar no uso racional dos recursos que permitam a sua disponibilidade no futuro, ele necessita de, no mínimo, ter suas necessidades básicas para a sobrevivência satisfeitas. Nesse grupo encontra-se a saúde, objeto de trabalho dos homeopatas.


Sob o olhar da Homeopatia o homem é visto como um todo, sem a departamentalização tão em voga na medicina ortodoxa. Dentro da filosofia homeopática, a doença não é o fim em si mesma, mas o resultado de um desequilíbrio no sistema, disso decorre que a cura advém da restauração o equilíbrio do sistema, levando-se em conta as forças materiais e imateriais que levaram a esse estado. Além disso, a especialidade busca na natureza o aprendizado para manusear o organismo na busca da cura. A medicação utiliza elementos parcimoniosamente, permitindo a regeneração de suas fontes e a sua usufruição por muito tempo. Há de se notar que o método economicamente é bem concebido com a produção de remédios através da diluição da matéria-prima, que reduz o seu custo, e a busca da cura através do reequilíbrio promovendo a extinção da causa do adoecimento leva a cura duradoura, influenciando diretamente no custo do processo.


Nota-se por fim a atualidade da Homeopatia, que apesar de ter sido idealizada há mais de 200 anos, está totalmente coadunada com o pensamento moderno da sustentabilidade.


Carlos Eduardo Danzi Vanderlei – cedudv@yahoo.com.br


Fonte:http://www.ecomedicina.com.br/site/conteudo/tema15.asp